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Camex prorroga imposto de 12% sobre exportação de petróleo apesar de liminar

Tarifa será estendida por mais 60 dias a partir de 8 de setembro, enquanto decisão da Justiça Federal suspendeu a cobrança

Foto: Saulo Cruz/MME

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu prorrogar por mais 60 dias o imposto de 12% sobre as exportações de petróleo bruto e minerais betuminosos.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (27), segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A nova cobrança começa em 8 de setembro, quando termina o prazo da medida anterior.

A prorrogação ocorre no mesmo dia em que a Justiça Federal concedeu uma liminar suspendendo a cobrança da tarifa.

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O que decidiu a Camex sobre o imposto do petróleo?

O Gecex-Camex manteve a alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo bruto e minerais betuminosos por mais 60 dias.

Com a decisão, a cobrança prevista a partir de 8 de setembro poderá seguir até novembro. A medida foi adotada mesmo após uma decisão judicial que suspendeu a cobrança do tributo.

Por que a Justiça Federal suspendeu o imposto sobre o petróleo?

A suspensão foi determinada pela Justiça Federal após uma ação coletiva apresentada pela Associação Brasileira de Empresas de Exploração e de Produção de Petróleo e Gás (Abep) contra a Receita Federal.

A entidade argumentou que a decisão administrativa da Camex para retomar a alíquota de 12% reproduzia, na prática, uma cobrança criada anteriormente por medida provisória e que perdeu validade após não ser aprovada pelo Congresso Nacional.

O juiz Diego Câmara, da 17ª Vara Federal de Brasília, acolheu o argumento e determinou a suspensão da cobrança. A decisão, porém, não autorizou expressamente a restituição ou compensação dos valores que já haviam sido pagos pelas empresas.

Quando o imposto de 12% sobre o petróleo foi criado?

A cobrança foi criada por meio de uma medida provisória editada em março pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O objetivo era compensar a redução de tributos federais sobre o diesel, adotada pelo governo em meio à alta internacional dos combustíveis provocada pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

A medida provisória teve validade de 120 dias e perdeu efeito em julho, após não ser aprovada pelo Congresso Nacional.

Como a cobrança foi retomada após o fim da medida provisória?

Mesmo com o fim da medida provisória, o Gecex-Camex decidiu, em julho, reinstituir administrativamente a alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo e minerais betuminosos.

A Camex tem competência para estabelecer tarifas com finalidade regulatória por meio de decisões administrativas, sem necessidade de aprovação do Congresso.

As empresas exportadoras, entretanto, questionaram a legalidade da medida na Justiça Federal.

O que mais a Camex decidiu nesta quinta-feira?

Além da prorrogação do imposto sobre as exportações de petróleo, o Gecex-Camex aprovou medidas de defesa comercial.

Foram determinadas medidas antidumping definitivas sobre resinas PET provenientes da Malásia e do Vietnã e sobre tubos de aço carbono da Ucrânia.

Também foi adotada uma medida antidumping provisória contra fibras de vidro importadas da China e do Egito.

Quais outras mudanças tarifárias foram aprovadas?

O colegiado aprovou ainda a renovação, por 12 meses, da elevação tarifária para 28 produtos do setor químico.

Na direção oposta, foram incluídos 553 novos itens de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT) na lista de ex-tarifários. Esses mecanismos permitem zerar o imposto de importação de produtos que não possuem similar fabricado no Brasil.

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