
O Museu da Colonização de Chapecó, instalado na Casa Histórica da Família Bertaso, foi revitalizado e reaberto para visitação em junho deste ano. A restauração contou com recursos de R$ 536 mil destinados pelo Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL), do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (17), Dia Nacional do Patrimônio Histórico. O imóvel, construído em 1922, é considerado a casa de madeira mais antiga do Oeste catarinense e, desde 2011, abriga o Museu da Colonização.
Como foi realizada a revitalização do museu?
A restauração levou mais de um ano e buscou preservar as características originais da construção. A tinta da madeira foi raspada para identificar a tonalidade original da casa, que foi reproduzida durante o trabalho.
O assoalho também foi recuperado, com utilização de madeira de araucária, espécie nativa da região.
O projeto foi elaborado pela Gerência de Cultura, Patrimônio Histórico e Memória da Secretaria de Cultura de Chapecó e submetido ao FRBL. Em setembro de 2024, o Conselho Gestor do Fundo aprovou a destinação de R$ 536 mil para a conclusão da revitalização.
Qual foi a atuação do Ministério Público?
O MPSC já acompanhava a situação da Casa Histórica da Família Bertaso e do acervo do museu por meio da 9ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, a partir de uma indicação do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (CME).
Segundo o promotor de Justiça José Orlando Lara Dias, um inquérito civil foi instaurado em 2020 para acompanhar a situação e cobrar a restauração do imóvel e a conservação do acervo.
Com a participação do FRBL, o Ministério Público contribuiu para a destinação dos recursos que possibilitaram a conclusão da restauração e a reabertura do museu.
O que pode ser encontrado no Museu da Colonização?
O acervo reúne móveis, documentos e objetos que pertenceram à família Bertaso e a outras famílias que viveram em Chapecó nas décadas de 1920 e 1930.
Os itens ajudam a preservar registros sobre a trajetória do município e os costumes dos antigos moradores da região.
Quando o museu foi reaberto?
Durante a Efapi 2025, realizada entre os dias 10 e 19 de outubro, o espaço recebeu visitantes da feira. Após esse período, foram realizados os reparos finais necessários para garantir a segurança e a recuperação completa da estrutura.
A reabertura oficial para a comunidade ocorreu em 10 de junho de 2026.
Desde então, o Museu da Colonização funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h15, com entrada gratuita. O espaço também recebe grupos de idosos e turmas de escolas de Chapecó.
Qual é a importância histórica da Casa Bertaso?
Construída há 104 anos, a Casa Histórica da Família Bertaso é considerada um dos símbolos da história de Chapecó e do processo de colonização do Oeste catarinense.
Para o professor e historiador José Carlos Radin, o imóvel representa parte importante da memória do território e preserva elementos relacionados à formação histórica da região.
Com a restauração, o acervo passou a contar com melhores condições de segurança e exposição, enquanto o município ganhou um espaço permanente de preservação da memória e de visitação cultural.





