sábado, agosto 1, 2026
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Semana Mundial do Aleitamento Materno abre o Agosto Dourado com incentivo à amamentação

Campanha reforça os benefícios do leite materno, alerta sobre o uso inadequado de fórmulas infantis e destaca a meta do Brasil de ampliar a amamentação exclusiva.


⚡ Em Resumo:

  • O que é: A Semana Mundial do Aleitamento Materno inicia o Agosto Dourado com ações de incentivo à amamentação e conscientização sobre seus benefícios.
  • Números principais: Brasil quer atingir 70% de aleitamento materno exclusivo até 2030; índice era de 45,8% em 2019.
  • Onde: Campanha ocorre em todo o Brasil, com mobilizações promovidas pelo Ministério da Saúde.
  • Quem afeta: Gestantes, mães, bebês, famílias e profissionais da saúde.

O que marca o início do Agosto Dourado?

A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) marca o início do Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre a importância da amamentação. Em 2026, o tema da campanha é “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”, definido pela World Alliance for Breastfeeding Action (WABA).

Durante todo o mês, o Ministério da Saúde promove ações para incentivar, proteger e apoiar o aleitamento materno, considerado uma das principais estratégias para garantir a saúde infantil, a segurança alimentar e reduzir desigualdades.

Quais são os benefícios da amamentação?

Especialistas destacam que o leite materno é o alimento mais completo para o bebê, especialmente nos primeiros seis meses de vida, período em que a recomendação é de amamentação exclusiva.

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Além de fortalecer a imunidade e contribuir para o desenvolvimento da criança, o aleitamento reduz o risco de doenças, diminui os gastos das famílias com fórmulas e medicamentos e pode reduzir a mortalidade infantil e materna.

Quando as fórmulas infantis são indicadas?

A presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rossiclei Pinheiro, alerta que as fórmulas infantis devem ser utilizadas apenas quando houver indicação médica ou de nutricionista.

Segundo a especialista, elas são necessárias em situações específicas, como contraindicação à amamentação, dificuldades que impeçam o aleitamento ou condições clínicas do bebê. Ela também chama atenção para a publicidade que pode levar famílias a acreditar que as fórmulas substituem o leite materno, o que não ocorre na maioria dos casos.

Como a legislação brasileira protege a amamentação?

O Brasil possui a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL), prevista na Lei nº 11.265/2006, que estabelece regras para a divulgação e comercialização de fórmulas infantis, mamadeiras, bicos e chupetas.

A legislação busca evitar práticas que possam desencorajar a amamentação e restringe ações de marketing direcionadas às famílias e aos profissionais de saúde.

Quais metas o Brasil pretende alcançar?

O Brasil assumiu o compromisso de atingir 70% de aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida até 2030. A meta é superior ao objetivo global de 60% estabelecido pela Assembleia Mundial da Saúde.

Os avanços já são considerados significativos. Dados do Estudo Nacional de Nutrição Infantil (Enani) mostram que o índice de aleitamento materno exclusivo passou de 4,7% na década de 1980 para 45,8% em 2019, resultado atribuído ao fortalecimento das políticas públicas de incentivo à amamentação.

Fonte e imagem: Agência Brasil

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