
⚡ Em Resumo:
- O que é: Especialistas explicam a relação entre o El Niño e os eventos extremos registrados no Brasil nesta semana.
- Números/Dados: Ventos acima de 120 km/h, possibilidade de aquecimento superior a 2°C no Pacífico e mais de 10 milhões de brasileiros vivendo em áreas de risco.
- Onde: Eventos ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, com impactos previstos para todo o Brasil nos próximos meses.
- Quem afeta: População em áreas vulneráveis, produtores rurais, setores de infraestrutura e cidades sujeitas a enchentes, tempestades e ondas de calor.
O El Niño provocou a ventania e os temporais desta semana?
Apesar da formação do El Niño no Oceano Pacífico, meteorologistas afirmam que ele não foi o responsável direto pela ventania registrada em São Paulo e no Rio de Janeiro nem pelos temporais que atingiram o Sul do país nesta semana.
Segundo especialistas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno ainda está em fase inicial e seus efeitos mais significativos sobre o clima brasileiro devem ocorrer apenas a partir da primavera.
O que causou a ventania no Sudeste?
As rajadas de vento que ultrapassaram 120 km/h em São Paulo e no Rio de Janeiro foram provocadas pela chegada de uma frente fria sobre uma região que enfrentava temperaturas elevadas e tempo seco.
O forte contraste entre o ar quente e seco e uma massa de ar frio e úmido favoreceu a formação da chamada frente de rajada, fenômeno que intensifica os ventos e é considerado incomum para esta época do ano.
O que provocou as chuvas intensas e os temporais no Sul?
No Rio Grande do Sul, os temporais foram provocados pelo avanço de uma frente fria, que trouxe chuva intensa, granizo, descargas elétricas e rajadas de vento.
Embora o El Niño costume favorecer aumento das chuvas no Sul do Brasil, os especialistas ressaltam que os episódios registrados nesta semana estão ligados principalmente à atuação desse sistema meteorológico.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.
Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e modifica os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta. O fenômeno ocorre, em média, entre dois e sete anos e pode durar vários meses.
Como o El Niño deve afetar o Brasil?
As projeções indicam que o fenômeno ganhará intensidade entre julho e setembro e deverá atingir seu pico entre novembro e fevereiro.
Historicamente, o El Niño provoca aumento das chuvas na Região Sul, redução das precipitações em parte do Norte e do Nordeste, maior irregularidade das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste e aumento da frequência de ondas de calor em diversas regiões do país.
Por que especialistas relacionam os extremos ao aquecimento global?
Mesmo com a influência do El Niño, pesquisadores destacam que o aquecimento global continua sendo o principal fator para o aumento da frequência e da intensidade dos eventos extremos.
Segundo os meteorologistas, o planeta mais quente fornece mais energia para a atmosfera, favorecendo tempestades severas, ondas de calor, secas prolongadas e chuvas intensas. Nesse cenário, o El Niño pode potencializar alguns desses efeitos, mas não explica, isoladamente, todos os fenômenos registrados.
Com informações do portal G1







