
O nível do Guaíba segue em elevação em Porto Alegre devido à chegada da vazão das cheias dos principais rios que deságuam na capital gaúcha. A expectativa é de que a alta seja mais significativa entre esta quinta-feira (30) e sexta-feira (31), com a chegada das águas dos rios Taquari e Caí, além da continuidade da contribuição dos rios Jacuí, Sinos e Gravataí.
Na medição realizada no Cais Central da Avenida Mauá durante a madrugada desta quinta-feira, o Guaíba marcou 2,15 metros, acima do pico registrado na cheia da semana passada.
O Guaíba pode atingir a cota de alerta?
A previsão indica alta probabilidade de o nível alcançar a cota de alerta, fixada em 2,50 metros no Cais Central. No momento, a possibilidade de atingir a cota de inundação, de 3 metros, é considerada baixa.
Especialistas apontam que a evolução dependerá da chegada das ondas de vazão dos rios contribuintes e também das condições meteorológicas, principalmente da direção e intensidade dos ventos sobre a Lagoa dos Patos.
Quais regiões podem ser mais afetadas?
O maior risco está concentrado nas ilhas de Porto Alegre, especialmente no bairro Arquipélago. Nessas áreas, os primeiros alagamentos costumam ocorrer quando o Guaíba atinge níveis entre 2 e 2,2 metros.
Caso o rio alcance marcas entre 2,30 e 2,50 metros, a tendência é de inundação em pontos mais baixos das ilhas, com possibilidade de remoção preventiva de famílias que vivem nas áreas mais vulneráveis.
Como estão os rios que alimentam o Guaíba?
Os rios Taquari e Caí já começaram a baixar em alguns trechos após atingirem seus picos de cheia, mas o grande volume de água ainda segue em direção ao Guaíba.
Já os rios Jacuí, Sinos e Gravataí continuam em elevação ou apresentam grande vazão, o que deve manter a tendência de subida do nível do Guaíba nos próximos dias.
Apesar do cenário de atenção, a expectativa é de que esta cheia não alcance a magnitude das enchentes registradas em novembro de 2023 e maio de 2024. Ainda assim, autoridades monitoram a situação devido ao risco de alagamentos em áreas ribeirinhas e nas ilhas da capital gaúcha.
Fonte: MetSul






