
A passagem de uma frente fria provocou um forte vendaval entre a tarde e a noite de quarta-feira (29), causando destruição em diversas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. As rajadas ultrapassaram os 120 km/h em alguns municípios, derrubaram árvores, destelharam imóveis e interromperam serviços essenciais.
Além dos danos materiais, o temporal afetou o fornecimento de energia elétrica, o transporte público e a operação de aeroportos.
Quantas pessoas morreram durante o temporal?
Cinco mortes foram confirmadas até a manhã desta quinta-feira (30).
Em São Paulo, três pessoas morreram. Em Santos, um homem em situação de rua foi atingido pela queda de uma árvore. Em Cesário Lange, um motorista morreu após uma árvore cair sobre o veículo. Já em São Sebastião, um pescador de 50 anos perdeu a vida depois que a embarcação em que estava naufragou durante o vendaval. Outras quatro pessoas foram resgatadas com vida.
No Rio de Janeiro, duas pessoas morreram após o desabamento de um muro no bairro Santa Teresa, na região central da capital. Equipes também realizavam buscas por um pescador desaparecido em Angra dos Reis.
Onde foram registradas as rajadas mais intensas?
As maiores rajadas ocorreram no interior paulista. Em Itaporanga e Itaí, os ventos chegaram a 124,9 km/h. Em Taquarituba, foram registrados 117 km/h, enquanto Itanhaém teve rajadas de 103 km/h.
Na cidade de São Paulo, os ventos alcançaram 75,3 km/h no bairro da Saúde e ultrapassaram 70 km/h na região do Aeroporto de Congonhas.
No Rio de Janeiro, a estação do Galeão registrou ventos de até 105 km/h.
Quais serviços foram afetados pelo vendaval?
O temporal causou grandes transtornos nos dois estados. Em São Paulo, mais de 100 mil consumidores chegaram a ficar sem energia elétrica durante o pico da tempestade. Os aeroportos de Congonhas e Guarulhos registraram cancelamentos, atrasos e desvios de voos.
Na capital fluminense, a falta de energia interrompeu a circulação do metrô, dos trens e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), prejudicando milhares de passageiros. Os aeroportos Santos Dumont e Galeão também tiveram voos cancelados e remanejados, enquanto o sistema BRT registrou danos em estações e a Ponte Rio-Niterói enfrentou congestionamentos.
Segundo especialistas, ventos acima de 100 km/h são considerados potencialmente destrutivos e têm capacidade para derrubar árvores de grande porte, arrancar telhados, causar interrupções no fornecimento de energia e comprometer a operação dos sistemas de transporte.
Fonte: MetSul







