
⚡ Em Resumo:
- O que é: Uma mulher deu à luz em Fernando de Noronha, reacendendo o debate sobre a restrição de partos na ilha.
- Números/Dados: Protocolo está em vigor desde 2004; gestantes são transferidas ao Recife a partir de 28 semanas; a ilha tem 3.167 habitantes.
- Onde: Fernando de Noronha, Pernambuco.
- Quem afeta: Gestantes moradoras da ilha, recém-nascidos e o sistema de saúde estadual.
O nascimento de um menino em Fernando de Noronha, neste domingo (26), chamou a atenção por contrariar o protocolo adotado na ilha desde 2004. Embora não exista uma lei que proíba partos no arquipélago, as gestantes são transferidas para o Recife antes do nascimento dos bebês por questões de segurança e estrutura hospitalar.
Segundo a Administração de Fernando de Noronha, a mulher chegou ao Hospital São Lucas em trabalho de parto avançado e não informou previamente que estava grávida, o que tornou impossível a transferência para a capital pernambucana.
Por que os partos não são realizados na ilha?
Desde 2004, os serviços de parto foram desativados em Fernando de Noronha. Atualmente, o Hospital São Lucas é uma unidade de média complexidade e não possui maternidade nem Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para gestantes e recém-nascidos.
De acordo com o governo de Pernambuco, as diretrizes do Ministério da Saúde determinam que os partos ocorram em maternidades com equipes especializadas, garantindo maior segurança para mãe e bebê.
Como funciona o protocolo para as gestantes?
As moradoras da ilha são transferidas para o Recife ao completarem 28 semanas de gestação, o equivalente ao sétimo mês de gravidez.
O Governo de Pernambuco custeia as passagens aéreas, hospedagem e alimentação da gestante e de um acompanhante durante o período em que permanecem na capital.
O bebê poderá ser registrado em Fernando de Noronha?
Sim. Apesar de o parto ter ocorrido de forma excepcional, a criança poderá ser registrada em Fernando de Noronha. Esse direito é garantido por uma legislação em vigor desde 2017.
Por que o tema gera debate?
A restrição aos partos divide opiniões entre moradores da ilha. Muitas gestantes defendem o direito de terem seus filhos em Fernando de Noronha, enquanto o poder público sustenta que a medida é necessária para garantir atendimento especializado em casos de complicações.
O tema ganhou repercussão nacional com o documentário Proibido Nascer no Paraíso, lançado em 2021, que reúne relatos de moradoras e discute os impactos da política adotada no arquipélago.
Com informações do portal G1







