quarta-feira, julho 15, 2026
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EUA decidem hoje sobre tarifa de 25% a produtos brasileiros em meio a impasse nas negociações

Governo brasileiro mantém tratativas com os Estados Unidos, mas considera improvável reverter a medida e descarta negociar mudanças no Pix.


⚡ Em Resumo:

  • O que é: Os Estados Unidos decidem nesta quarta-feira (15) se confirmam uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras.
  • Números principais: Tarifa adicional de 25%; mais de 4 mil produtos na proposta original, com expectativa de uma lista de exceções.
  • Onde: Negociações entre Brasil e Estados Unidos, com impacto nas exportações brasileiras.
  • Quem afeta: Exportadores brasileiros, setores do agronegócio e da indústria, empresas norte-americanas e consumidores dos dois países.

Os Estados Unidos devem anunciar nesta quarta-feira (15) a decisão sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos importados do Brasil. O prazo para a definição termina hoje e, até o momento, as negociações entre os dois países seguem sem um acordo.

A medida é analisada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que conduz uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O governo dos EUA alega que determinadas práticas comerciais brasileiras prejudicam empresas americanas, argumento rejeitado pelo governo brasileiro.

Por que os Estados Unidos querem aplicar a tarifa?

O USTR aponta questões relacionadas ao Pix, ao acesso ao mercado brasileiro de etanol, ao comércio digital, à proteção da propriedade intelectual e ao combate ao desmatamento ilegal como justificativas para a adoção da tarifa.

- Continua após o anúncio -

O governo brasileiro rebate essas alegações e afirma que as políticas adotadas seguem critérios técnicos e não representam tratamento desleal aos Estados Unidos. O Banco Central também já informou que o Pix não faz parte das negociações.

O que ainda impede um acordo?

As negociações seguem travadas em pontos considerados estratégicos pelos dois países.

O Brasil resiste à possibilidade de reduzir barreiras para o etanol norte-americano sem que haja uma diminuição da sobretaxa aplicada pelos EUA ao açúcar brasileiro. Para o governo federal, não há justificativa para negociar apenas um dos lados da relação comercial.

Na terça-feira (14), representantes dos dois países realizaram uma nova reunião de alto nível, mas o encontro terminou sem consenso.

Quais setores podem ser afetados?

A proposta original prevê a incidência da tarifa sobre milhares de produtos brasileiros. No entanto, o governo brasileiro espera que os Estados Unidos divulguem uma lista de exceções para preservar itens considerados estratégicos para a economia norte-americana, como café, carne bovina, petróleo e aeronaves. Outros setores, como máquinas, madeira e calçados, podem ser atingidos.

Especialistas veem motivação política na medida?

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a proposta vai além de questões comerciais e está ligada à política externa do governo de Donald Trump.

Segundo os analistas, a iniciativa faz parte da estratégia dos Estados Unidos de reforçar sua influência na América Latina e reduzir a aproximação econômica de países da região com a China. Nesse cenário, o Brasil estaria entre os principais alvos dessa política.

O que acontece a partir de agora?

A decisão oficial deve ser divulgada ainda nesta quarta-feira pelo governo dos Estados Unidos.

Caso a tarifa seja confirmada, o governo brasileiro já indicou que poderá adotar medidas de resposta e continuar buscando uma solução por meio do diálogo diplomático e comercial. Até a publicação desta matéria, não havia anúncio oficial sobre a decisão final do USTR.

Fonte: Agência Brasil

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