
⚡ Em Resumo:
- O que é: Os Estados Unidos decidem nesta quarta-feira (15) se confirmam uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras.
- Números principais: Tarifa adicional de 25%; mais de 4 mil produtos na proposta original, com expectativa de uma lista de exceções.
- Onde: Negociações entre Brasil e Estados Unidos, com impacto nas exportações brasileiras.
- Quem afeta: Exportadores brasileiros, setores do agronegócio e da indústria, empresas norte-americanas e consumidores dos dois países.
Os Estados Unidos devem anunciar nesta quarta-feira (15) a decisão sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos importados do Brasil. O prazo para a definição termina hoje e, até o momento, as negociações entre os dois países seguem sem um acordo.
A medida é analisada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que conduz uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. O governo dos EUA alega que determinadas práticas comerciais brasileiras prejudicam empresas americanas, argumento rejeitado pelo governo brasileiro.
Por que os Estados Unidos querem aplicar a tarifa?
O USTR aponta questões relacionadas ao Pix, ao acesso ao mercado brasileiro de etanol, ao comércio digital, à proteção da propriedade intelectual e ao combate ao desmatamento ilegal como justificativas para a adoção da tarifa.
O governo brasileiro rebate essas alegações e afirma que as políticas adotadas seguem critérios técnicos e não representam tratamento desleal aos Estados Unidos. O Banco Central também já informou que o Pix não faz parte das negociações.
O que ainda impede um acordo?
As negociações seguem travadas em pontos considerados estratégicos pelos dois países.
O Brasil resiste à possibilidade de reduzir barreiras para o etanol norte-americano sem que haja uma diminuição da sobretaxa aplicada pelos EUA ao açúcar brasileiro. Para o governo federal, não há justificativa para negociar apenas um dos lados da relação comercial.
Na terça-feira (14), representantes dos dois países realizaram uma nova reunião de alto nível, mas o encontro terminou sem consenso.
Quais setores podem ser afetados?
A proposta original prevê a incidência da tarifa sobre milhares de produtos brasileiros. No entanto, o governo brasileiro espera que os Estados Unidos divulguem uma lista de exceções para preservar itens considerados estratégicos para a economia norte-americana, como café, carne bovina, petróleo e aeronaves. Outros setores, como máquinas, madeira e calçados, podem ser atingidos.
Especialistas veem motivação política na medida?
Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que a proposta vai além de questões comerciais e está ligada à política externa do governo de Donald Trump.
Segundo os analistas, a iniciativa faz parte da estratégia dos Estados Unidos de reforçar sua influência na América Latina e reduzir a aproximação econômica de países da região com a China. Nesse cenário, o Brasil estaria entre os principais alvos dessa política.
O que acontece a partir de agora?
A decisão oficial deve ser divulgada ainda nesta quarta-feira pelo governo dos Estados Unidos.
Caso a tarifa seja confirmada, o governo brasileiro já indicou que poderá adotar medidas de resposta e continuar buscando uma solução por meio do diálogo diplomático e comercial. Até a publicação desta matéria, não havia anúncio oficial sobre a decisão final do USTR.
Fonte: Agência Brasil






