terça-feira, julho 14, 2026
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Segundo voo da FAB decola com ajuda humanitária para Cuba; Brasil enviará 48 toneladas de alimentos

Operação levará leite em pó para Santiago de Cuba em meio à grave crise de desabastecimento e apagões enfrentada pelo país.

Foto: Reprodução / AFP

⚡ Em Resumo:

  • O que é: A Força Aérea Brasileira realizou o segundo voo de uma operação humanitária que levará 48 toneladas de leite em pó para Cuba.
  • Números/Dados: São 48 toneladas de alimentos, divididas em dois voos: 16 toneladas no primeiro e 32 toneladas no segundo.
  • Onde: As aeronaves partiram do Rio Grande do Sul com destino a Santiago de Cuba.
  • Quem afeta: A população cubana, que enfrenta uma grave crise de desabastecimento de alimentos e energia.

O segundo voo da Força Aérea Brasileira (FAB) com ajuda humanitária destinada a Cuba decolou na madrugada desta terça-feira (14), às 4h55, do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

A operação faz parte da ação do governo brasileiro para auxiliar a população cubana diante da crise de abastecimento. Ao todo, o Brasil enviará 48 toneladas de leite em pó fornecidas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Como será realizada a operação humanitária?

A ajuda foi dividida em dois voos da FAB com destino à cidade de Santiago de Cuba.

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O primeiro avião decolou na segunda-feira (13), às 14h10, da Base Aérea de Canoas, transportando 16 toneladas de leite em pó.

Já o segundo voo partiu na madrugada desta terça-feira levando as 32 toneladas restantes. A previsão é que ambas as aeronaves cheguem ao destino na quarta-feira (15).

Por que o Brasil enviou ajuda para Cuba?

A operação busca contribuir com o enfrentamento da crise humanitária vivida pelo país, marcada pela escassez de alimentos e pelo agravamento da crise energética.

Em 2025, o Brasil já havia enviado ajuda humanitária à ilha após os impactos provocados pelo furacão Melissa, que atingiu principalmente a região oriental de Cuba.

Como está a situação em Cuba?

O país enfrenta uma grave crise energética desde o início do ano. A redução no fornecimento de petróleo comprometeu a geração de energia elétrica e provocou apagões prolongados em diversas regiões.

Na capital, Havana, moradores convivem com cortes de energia que ultrapassam 20 horas por dia. Em algumas províncias, a falta de eletricidade pode durar vários dias.

Quais são os impactos da crise para a população?

A escassez de energia tem afetado diretamente a rotina dos cubanos. O transporte público foi reduzido, o preço de alimentos e serviços aumentou e pequenos estabelecimentos precisaram interromper as atividades.

Além disso, a falta de combustível dificulta a coleta de lixo e compromete outros serviços essenciais. Muitos moradores também enfrentam dificuldades para conservar alimentos e recorrem ao uso de carvão ou lenha para cozinhar devido à falta de gás e eletricidade.

Qual é o contexto internacional da crise?

Em maio deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que endureceu as sanções contra Cuba. O governo norte-americano justificou a medida afirmando que o país representa uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

As restrições aumentaram a pressão econômica sobre a ilha, que já enfrentava dificuldades para garantir o abastecimento de alimentos, combustíveis e energia.

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