sexta-feira, julho 10, 2026
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Polícia Civil participa de operação contra fraudes em sistemas do CNJ que somam mais de R$ 128 milhões

Operação Fides investiga organização criminosa suspeita de inserir ordens judiciais falsas em plataformas como Sisbajud, BNMP e Renajud

Foto: PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Investigação Criminal de Fronteira (DIC/Fron) de Concórdia, participou na manhã desta quinta-feira (9) da Operação Fides, voltada ao combate de fraudes em sistemas judiciais administrados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A ação foi realizada em conjunto com o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (NIS/TJSC), com apoio do Tribunal de Justiça de Goiás, do Conselho Nacional de Justiça e da Polícia Civil de Goiás.

Como funcionava o esquema investigado?

As investigações tiveram início em maio de 2026, após a instauração de um inquérito policial pela DIC/Fron de Concórdia. Segundo a Polícia Civil, uma associação criminosa é suspeita de acessar indevidamente sistemas judiciais utilizando credenciais de usuários autorizados.

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Com esse acesso, o grupo teria inserido ordens judiciais fraudulentas para obter vantagens financeiras ilícitas, além de realizar alterações e consultas indevidas em plataformas utilizadas pelo Poder Judiciário.

Quais sistemas foram alvo das fraudes?

De acordo com a investigação, os criminosos teriam atuado em sistemas administrados pelo Conselho Nacional de Justiça, entre eles o Sisbajud, utilizado para bloqueio de valores em contas bancárias, o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e o Renajud, sistema de restrições sobre veículos.

Até o momento, foram identificadas 41 vítimas de bloqueios judiciais irregulares no Sisbajud, com prejuízos que ultrapassam R$ 128 milhões. A Polícia Civil destaca que a dimensão das fraudes pode ser ainda maior.

O que foi apreendido durante a operação?

Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam equipamentos eletrônicos, documentos e outros materiais que passarão por análise pericial.

As investigações continuam para identificar todos os integrantes da organização criminosa, dimensionar os prejuízos provocados pelas fraudes e responsabilizar criminalmente os envolvidos.

Por que a operação recebeu o nome Fides?

Segundo a Polícia Civil, o nome Fides faz referência ao termo em latim que significa confiança, credibilidade e boa-fé. A denominação simboliza a proteção da integridade dos sistemas judiciais e da confiança da sociedade nas instituições públicas.

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