
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (1º), o regime de urgência do Projeto de Lei da Misoginia, que quer equiparar a incitação à violência contra a mulher ao crime de racismo, tornando a conduta inafiançável e imprescritível. No placar geral, foram 293 votos a favor e 158 contra.
Entre os 16 deputados federais catarinenses, o resultado se inverteu: conforme o Jornal Razão, 11 parlamentares votaram contra a tramitação acelerada, e apenas três a favor, sendo eles Ana Paula Lima (PT), Jorge Goetten (Republicanos) e Pedro Uczai (PT). Os deputados Carlos Chiodini e Valdir Cobalchini, ambos do MDB, não compareceram à votação.
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Com a urgência aprovada, o texto pode ir direto ao plenário sem passar pelas comissões, e o mérito deve ser votado antes do recesso de inverno, que começa em 18 de julho. A bancada evangélica pressionou por mudanças, temendo que trechos sobre submissão da mulher fossem enquadrados como misoginia.
A deputada catarinense Júlia Zanatta (PL) orientou o voto contra e defendeu que o momento não era o ideal: “Não é o momento adequado de tratar esse tema, ainda não está maduro. As mulheres precisam, sim, de proteção, e proteção para mulher é bandido na cadeia”, afirmou ao Jornal Razão.
Os 11 deputados barriga-verde que votaram não na Câmara dos Deputados à urgência da proposta de combate à misoginia são: Caroline de Toni (PL), Daniel Freitas (PL), Daniela Reinehr (PL), Fábio Schiochet (União), Geovania de Sá (Republicanos), Gilson Marques (NOVO), Júlia Zanatta (PL), Ismael dos Santos (PL), Rafael Pezenti (MDB), Ricardo Guidi (PL) e Zé Trovão (PL)
Fonte: Jornal Razão







