quarta-feira, julho 1, 2026
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GAECO cumpre prisões e bloqueia criptoativos em operação contra facção ligada ao Oeste de SC

Operação Mercúrio investiga esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado recursos do tráfico de drogas entre Santa Catarina e São Paulo

Foto: Jornal Razão

⚡ Em Resumo:

  • O que é: Operação Mercúrio, deflagrada pelo GAECO para combater a lavagem de dinheiro de uma facção criminosa com atuação no Oeste de Santa Catarina
  • Números/Dados: Três mandados de prisão preventiva, cinco mandados de busca e apreensão e bloqueio de ativos financeiros, incluindo criptoativos
  • Onde: Ação ocorreu na zona leste da cidade de São Paulo e tem origem em investigações conduzidas pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Concórdia.
  • Quem afeta: Integrantes de uma organização criminosa investigada por movimentar recursos provenientes principalmente do tráfico de drogas em Santa Catarina.

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Mercúrio para desarticular o braço financeiro de uma facção criminosa com atuação no Oeste de Santa Catarina. A ação foi coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e teve como foco a investigação de um esquema de lavagem de dinheiro que utilizava movimentações financeiras em São Paulo para ocultar recursos obtidos por meio de atividades criminosas.

O que a Operação Mercúrio investiga?

A investigação apura a movimentação e a ocultação de valores provenientes de crimes praticados em Santa Catarina, principalmente relacionados ao tráfico de drogas. Conforme o Ministério Público de Santa Catarina, os recursos eram enviados para integrantes da organização criminosa que residiam em São Paulo, onde passavam por diversas operações financeiras para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

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Quais medidas foram cumpridas durante a operação?

Durante a ofensiva, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão na zona leste da capital paulista. Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros dos investigados, incluindo criptoativos.

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual das Organizações Criminosas do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Como funcionava o esquema investigado?

De acordo com o GAECO, as informações que deram origem à investigação surgiram a partir de outras operações realizadas anteriormente contra a mesma facção criminosa.

Os investigadores identificaram que o dinheiro movimentado pelo grupo no Oeste catarinense era transferido para criminosos em São Paulo. No estado paulista, os valores eram fragmentados em diversas transações financeiras consideradas ilícitas e posteriormente reunificados, prática que teria como objetivo ocultar a origem dos recursos.

Por que a operação recebeu o nome de Mercúrio?

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o nome da operação faz referência ao mercúrio, elemento químico conhecido por sua fluidez e pela capacidade de se fragmentar em pequenas partículas que podem voltar a se unir.

A característica foi associada à dinâmica do esquema investigado, no qual os recursos eram divididos em várias movimentações financeiras antes de serem reunidos novamente. A referência também remete ao conceito de transformação ligado à alquimia, em analogia ao processo de lavagem de dinheiro, quando valores de origem ilícita recebem aparência de legalidade.

Quais serão os próximos passos da investigação?

Os materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina para realização de perícias.

Após a elaboração dos laudos técnicos, as evidências serão analisadas pelo GAECO, que dará continuidade às investigações conduzidas pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Concórdia. A operação contou ainda com apoio técnico do GAECO do Ministério Público de São Paulo e suporte operacional das Polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo.

Fonte: Jornal Razão

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