segunda-feira, junho 22, 2026
InícioSem categoriaEstudo sobre polilaminina está prestes a ser publicado, afirma Tatiana Sampaio

Estudo sobre polilaminina está prestes a ser publicado, afirma Tatiana Sampaio

Tratamento experimental para lesões na medula espinhal segue em fase de avaliação científica e ainda não possui comprovação definitiva de segurança e eficácia em humanos.

Foto: Forbes Brasil

⚡ Em Resumo:

  • O que é: Atualização sobre as pesquisas da polilaminina, proteína experimental desenvolvida para auxiliar na recuperação de lesões da medula espinhal.
  • Números/Dados: Mais de R$ 110 milhões investidos; 84 pacientes autorizados a utilizar o tratamento por uso compassivo.
  • Onde: Pesquisa desenvolvida no Brasil pela UFRJ em parceria com a farmacêutica Cristália.
  • Quem afeta: Pessoas com lesões medulares, pesquisadores, profissionais da saúde e pacientes em busca de tratamentos experimentais.

O que é a polilaminina e por que ela desperta interesse?

A polilaminina é uma proteína derivada da placenta desenvolvida para estimular a regeneração de nervos lesionados. O tratamento ganhou destaque nos últimos anos após apresentar resultados considerados promissores em estudos com animais e em pesquisas preliminares envolvendo pacientes com lesões na medula espinhal.

A tecnologia foi desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio e teve sua patente adquirida pela Cristália, que já investiu mais de R$ 110 milhões no projeto.

O que disse a pesquisadora sobre a publicação do estudo?

Em entrevista à Reuters, Tatiana Sampaio afirmou que um estudo revisado por pares sobre a polilaminina está próximo de ser publicado em uma revista científica. A pesquisadora, no entanto, não informou qual periódico deverá divulgar o trabalho.

- Continua após o anúncio -

A revisão por pares é uma etapa fundamental da pesquisa científica, pois permite que especialistas independentes avaliem a metodologia, os resultados e as conclusões antes da publicação oficial.

Por que o estudo ainda não foi publicado?

Segundo informações divulgadas pelo g1, versões anteriores do trabalho foram submetidas às revistas científicas Nature Communications e Journal of Neurosurgery, mas acabaram rejeitadas.

Entre os pontos apontados pelos avaliadores estavam questionamentos sobre a taxa de recuperação utilizada como referência no estudo e a ausência de registro prévio do ensaio clínico em um banco internacional de pesquisas.

Também houve discussões envolvendo a análise de dados de pacientes incluídos na pesquisa preliminar.

O tratamento já foi aprovado para uso no Brasil?

Ainda não. A polilaminina continua em fase experimental e não possui registro sanitário para comercialização.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou apenas o início de um ensaio clínico de fase 1, que tem como objetivo avaliar a segurança da substância em um pequeno grupo de pacientes com lesão medular aguda.

Esse estudo representa a primeira etapa necessária para comprovar a segurança do tratamento antes do avanço para fases maiores, que analisam eficácia, dosagem e possíveis efeitos adversos.

Por que alguns pacientes já estão utilizando a polilaminina?

O uso ocorre por meio do chamado uso compassivo, mecanismo previsto na legislação brasileira para pacientes com doenças graves e sem alternativas terapêuticas adequadas.

De acordo com a Cristália, 84 pacientes já receberam autorização para utilizar a polilaminina. Desse total, 44 tiveram acesso por decisões judiciais e outros 40 por procedimentos administrativos autorizados pelos órgãos competentes.

Esses pacientes não fazem parte dos ensaios clínicos que serão conduzidos para validar cientificamente a substância.

O que dizem os especialistas sobre a pesquisa?

Especialistas destacam que a polilaminina é uma abordagem considerada inovadora, mas reforçam que ainda não existem evidências suficientes para confirmar sua eficácia e segurança em humanos.

O diretor científico da Fundação Christopher & Dana Reeve, Marco Baptista, afirmou que a tecnologia é promissora, mas precisa passar por todas as etapas de validação científica.

A mesma posição é defendida pela Academia Brasileira de Neurologia. Segundo seu presidente, Delson José da Silva, a comunidade científica acompanha a pesquisa com expectativa, mas ressalta que os critérios exigidos para comprovação científica ainda precisam ser cumpridos.

Publicidade

Notícias relacionadas

SIGA O CLICRDC

147,000SeguidoresCurtir
120,000SeguidoresSeguir
13,000InscritosInscreva-se

Participe do Grupo no Whatsapp do ClicRDC e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp