
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) encerrou sua participação no primeiro Simulado Integrado de Preparação de Resposta a Desastres da Região Sul, realizado nos últimos dois dias em Arroio do Meio, no Vale do Taquari, Rio Grande do Sul. A atividade reuniu aproximadamente 95 bombeiros militares de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
O objetivo do treinamento foi fortalecer a integração entre as corporações e aprimorar a capacidade de resposta conjunta diante de desastres naturais e eventos climáticos extremos que possam atingir a Região Sul do país.
Durante o exercício, os participantes atuaram em um cenário fictício que simulava os impactos da passagem de um ciclone extratropical denominado “Aratimbó”. A situação envolvia ventos intensos, colapso de estruturas, vítimas presas sob escombros e risco de deslizamentos de terra.
As atividades mobilizaram equipes especializadas em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), operações em áreas deslizadas, gerenciamento de incidentes e ações com cães de busca.
Segundo o CBMSC, o treinamento permitiu testar protocolos operacionais, alinhar estratégias de atuação e fortalecer a interoperabilidade entre os estados, aspecto considerado fundamental em ocorrências de grande magnitude.
A participação catarinense contou com equipes especializadas e estrutura operacional preparada para atuar em cenários complexos, semelhantes aos enfrentados em situações reais de emergência.
Após o encerramento das atividades no Rio Grande do Sul, Santa Catarina já se prepara para receber a próxima edição do exercício. O novo simulado está previsto para ocorrer em julho, no município de Blumenau.
A expectativa é ampliar ainda mais a troca de experiências entre as corporações e fortalecer a preparação das equipes para enfrentar eventos climáticos severos, especialmente diante das previsões de impactos relacionados ao fenômeno El Niño nos próximos meses.
O treinamento faz parte de uma estratégia permanente de capacitação e integração entre os estados da Região Sul, buscando garantir respostas mais rápidas, coordenadas e eficientes em situações de desastre.





