
A Procuradora-Geral de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Vanessa Wendhausen Cavallazzi, apresentou nesta terça-feira (9) o Relatório de Gestão Institucional (RGI) de 2025 durante sessão na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O documento reúne os principais resultados alcançados pela instituição ao longo do último ano e evidencia ações voltadas à inovação, combate ao crime organizado, proteção às vítimas e fortalecimento de políticas públicas em todo o estado.
Esta foi a primeira vez que uma mulher, na condição de Procuradora-Geral de Justiça, apresentou o relatório ao Parlamento catarinense. Durante a exposição, Vanessa destacou que o principal objetivo do Ministério Público é gerar impacto positivo na vida da população por meio de uma atuação estratégica, eficiente e alinhada às necessidades regionais.
Entre os destaques do relatório está o Programa Prioriza, iniciativa que promoveu a escuta de membros do MPSC nas 11 macrorregiões catarinenses para identificar demandas locais e definir prioridades de atuação. A partir desse diagnóstico, foram direcionadas ações para áreas como saúde mental, saneamento básico, população em situação de rua, violência contra a mulher e enfrentamento ao crime organizado.
A modernização institucional também teve papel de destaque. Em 2025, o MPSC ampliou investimentos em tecnologia, inteligência de dados e automação, fortalecendo ferramentas como o Escritório de Ciência de Dados Criminais, o Mapa do Feminicídio, além das plataformas AURA e GesPro IA. Segundo a Procuradora-Geral, a tecnologia tem contribuído para ampliar a eficiência e a capacidade de resposta da instituição.
Na área de proteção às vítimas, o Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT) realizou quase 3 mil atendimentos em 11 cidades-polo, oferecendo suporte jurídico, psicológico e social. O Mapa do Feminicídio e a websérie “Ausências” também foram apontados como instrumentos importantes na conscientização e prevenção da violência contra as mulheres.
O combate ao crime organizado registrou números recordes em 2025. Com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Estadual de Apoio ao Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC), foram realizadas 127 operações, cumpridos mais de 1.100 mandados de busca e efetuadas 228 prisões. As ações resultaram ainda no bloqueio de R$ 9,5 milhões e na apreensão de mais de R$ 6,5 milhões em bens.
O relatório também apontou avanços em áreas essenciais para a população. Na educação, houve ampliação das ações para garantir vagas em creches e melhoria da infraestrutura escolar. Na defesa do consumidor, mais de mil análises laboratoriais foram realizadas por meio do programa Alimento sem Risco. Já na área ambiental, o Ministério Público fortaleceu o diálogo com municípios para estimular políticas de sustentabilidade.
Outro resultado expressivo foi a recuperação de mais de R$ 296 milhões aos cofres públicos por meio de ações de combate à sonegação fiscal e defesa do patrimônio público. Além disso, acordos promovidos pelo Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPIA) movimentaram mais de R$ 5,2 milhões em ativos negociados.
No Tribunal do Júri, promotores de Justiça participaram de 1.084 sessões ao longo do ano, reforçando a atuação institucional na responsabilização de autores de crimes dolosos contra a vida.
Ao encerrar a apresentação, Vanessa Wendhausen Cavallazzi ressaltou que os resultados refletem uma instituição cada vez mais conectada às demandas da sociedade e comprometida com a transformação social por meio da justiça, da inovação e da eficiência.






