quarta-feira, junho 10, 2026
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Gasolina pode ficar mais barata: governo avalia aumentar mistura de etanol para 32%

Medida será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética nos próximos 15 dias e pode reduzir custos para consumidores, além de fortalecer a segurança energética do país

Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo

O governo federal pretende aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para até 32%. O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes do setor de biocombustíveis. A proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deverá analisar a medida nos próximos 15 dias.

Segundo o ministro, estudos técnicos apontam que a ampliação da mistura para 32% é viável e atende a uma demanda apresentada pelo setor produtivo. A iniciativa integra a estratégia do governo para ampliar o uso de combustíveis renováveis, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a segurança energética nacional.

De acordo com Silveira, a adoção do chamado E32 poderá evitar a importação de aproximadamente 450 milhões de litros de gasolina, contribuindo para a redução dos custos e para a proteção do mercado interno diante das oscilações internacionais nos preços dos combustíveis.

- Continua após o anúncio -

Representantes da indústria de biocombustíveis destacaram os possíveis benefícios da mudança para o consumidor. O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), Evandro Gussi, afirmou que o etanol está, em média, R$ 2,40 mais barato por litro do que a gasolina, o que pode refletir em redução nos preços finais dos combustíveis.

Ainda segundo Gussi, a diferença de preços entre etanol e gasolina gerou uma economia de cerca de R$ 2 bilhões aos consumidores brasileiros nos últimos três meses e evitou gastos de aproximadamente R$ 8 bilhões com importações de gasolina.

O setor também defende que a mudança não trará impactos negativos aos veículos. Segundo os representantes da indústria, a mistura de 32% já foi testada durante os estudos realizados para a implementação do percentual atual de 30%, demonstrando viabilidade técnica.

Além dos benefícios econômicos e energéticos, a proposta reforça as metas de descarbonização do país. O presidente da Bioenergia Brasil, Mário Campos, destacou que a produção nacional de etanol deve crescer mais de 4 bilhões de litros neste ano, impulsionada por políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos biocombustíveis.

Caso seja aprovada pelo CNPE, a nova mistura passará a integrar a política nacional de combustíveis sustentáveis, ampliando a participação do etanol na matriz de transporte brasileira e fortalecendo a cadeia produtiva do setor.

Fonte: Agência Brasil

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