


Um foguete da Blue Origin, empresa espacial do bilionário Jeff Bezos, explodiu durante um teste realizado na noite desta quinta-feira (28), no Cabo Canaveral, na Flórida, Estados Unidos.
O incidente envolveu o foguete New Glenn, estrutura de aproximadamente 100 metros de altura inaugurada em 2025 e considerada uma das principais apostas da empresa na corrida espacial.
A explosão ocorreu no Complexo de Lançamento 36 durante um procedimento conhecido como “static fire”, utilizado para testes de ignição dos motores ainda com o foguete preso à plataforma.
Segundo a Blue Origin, uma “anomalia” foi registrada durante o processo, provocando a explosão da estrutura.
Apesar do impacto e da grande coluna de fogo registrada no local, não houve feridos. A empresa informou que todos os funcionários presentes foram rapidamente localizados e colocados em segurança.
Nas redes sociais, Jeff Bezos afirmou que este foi “um dia muito difícil”, mas destacou que a equipe está bem e garantiu que a empresa irá reconstruir o necessário para retomar os voos.
O caso também gerou preocupação na Nasa. A agência espacial norte-americana informou que trabalhará em conjunto com a Blue Origin para investigar as causas da explosão e avaliar possíveis impactos no cronograma do Programa Artemis, missão que pretende levar astronautas novamente à Lua e estabelecer uma base lunar.
A explosão reacendeu ainda a disputa entre Jeff Bezos e Elon Musk no setor espacial. O dono da SpaceX comentou o episódio na rede social X, classificando o caso como “muito lamentável”.
“Foguetes são difíceis”, escreveu Musk, desejando recuperação rápida à concorrente.
Especialistas apontam que, apesar de a Blue Origin ser uma empresa mais antiga, a SpaceX possui vantagem operacional e tecnológica significativa no setor espacial. Atualmente, a companhia de Elon Musk é responsável por grande parte das cargas colocadas em órbita no mundo.
Além disso, a SpaceX desenvolve o Starship, considerado o maior foguete do mundo em potência, altura e capacidade de carga, com foco em reutilização total da estrutura.
A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) deve investigar o incidente e avaliar possíveis danos causados à infraestrutura do Centro Espacial Kennedy.






