quinta-feira, maio 21, 2026
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Polícia Federal rejeita proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro

Apesar da negativa da Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República ainda pode analisar proposta apresentada pelo banqueiro

Foto: Reprodução | Redes Sociais

A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão já foi comunicada aos advogados do investigado e ao ministro André Mendonça, relator do chamado “caso Master” no Supremo Tribunal Federal.

Apesar da negativa da Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República ainda pode decidir analisar individualmente a proposta de colaboração.

O acordo vinha sendo negociado de forma conjunta entre a PF e a PGR. Até o momento, a Procuradoria não se manifestou oficialmente sobre o tema.

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Segundo informações divulgadas pelo g1 e pela TV Globo, investigadores avaliavam que o material apresentado pela defesa acrescentava poucas novidades em relação ao que já havia sido apurado durante as investigações. Também havia a percepção de que Vorcaro estaria tentando preservar pessoas próximas.

Durante a apuração, a Polícia Federal apreendeu mais de oito celulares do banqueiro. Conforme a investigação, análises preliminares dos aparelhos apontaram indícios que vão além de fraudes financeiras, incluindo suspeitas de corrupção, organização criminosa e uso de uma suposta milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilosos.

Nesta terça-feira (19), após pedido da Polícia Federal, Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da PF em Brasília. Antes disso, ele permanecia em uma sala no modelo de “Estado-maior”, utilizada anteriormente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

O banqueiro havia sido transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da PF em março deste ano. Um dia antes da mudança, a defesa procurou investigadores para informar o interesse em firmar um acordo de delação premiada.

Segundo apuração divulgada pela jornalista Andreia Sadi, as negociações envolviam possível devolução de recursos e eventual comprovação de atos atribuídos a autoridades citadas na investigação.

A proposta preliminar apresentada pela defesa, no entanto, foi considerada fraca tanto pela PF quanto pelos procuradores envolvidos no caso. Investigadores afirmam que o conteúdo não apresentou informações inéditas relevantes em relação ao que já havia sido identificado na Operação Compliance Zero.

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