
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou nesta segunda-feira (18) um decreto que estabelece estado de alerta climático por 180 dias em todo o território catarinense.
A medida tem caráter preventivo e busca fortalecer ações de monitoramento, prevenção e resposta rápida diante da previsão de retorno do fenômeno climático El Niño, com possibilidade de início já em julho.
Segundo o governo estadual, o decreto não configura situação de emergência nem estado de calamidade pública.
A iniciativa tem como objetivo permitir a mobilização antecipada dos órgãos estaduais para enfrentar possíveis eventos extremos, principalmente chuvas intensas, alagamentos e deslizamentos.
Entre as ações previstas estão investimentos em monitoramento climático, capacitação técnica e modernização de barragens.
O decreto também estabelece critérios objetivos para que municípios possam decretar situação de emergência.
Entre os parâmetros estão precipitação superior a 80 milímetros em 24 horas, registro de famílias desabrigadas, interrupção de serviços essenciais, deslizamentos e emissão de alertas laranja ou vermelho pela Defesa Civil estadual.
A medida ainda autoriza a mobilização de servidores estaduais para apoio operacional e o uso de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) em ações preventivas e emergenciais.
O decreto tem validade até novembro, podendo ser prorrogado.
A preocupação ocorre diante dos prognósticos meteorológicos que indicam alta probabilidade de formação do El Niño nos próximos meses.
Estudos recentes apontam chance superior a 80% de ocorrência do fenômeno já a partir de julho.
A previsão é de que sua maior intensidade seja registrada entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico e costuma provocar aumento no volume de chuvas na região Sul do Brasil.
Santa Catarina já enfrentou episódios severos relacionados ao fenômeno, como as enchentes históricas de 1983 e os eventos extremos registrados em 2023.
Além dos impactos climáticos, especialistas alertam para reflexos na agricultura, com risco de instabilidade na produção de culturas como arroz, milho e feijão.
Fonte: Agência Brasil






