
O número de brasileiros que procuram emprego há dois anos ou mais caiu 21,7% no primeiro trimestre de 2026, alcançando o menor nível já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde o início da série histórica, em 2012.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14), cerca de 1,089 milhão de pessoas estavam nessa condição entre janeiro e março deste ano.
No mesmo período de 2025, o país contabilizava quase 1,4 milhão de pessoas buscando colocação no mercado há pelo menos 24 meses. O maior patamar foi registrado em 2021, durante a pandemia de covid-19, quando esse contingente chegou a 3,5 milhões.
A pesquisa também apontou redução nas demais faixas de tempo de procura por emprego.
Entre aqueles que buscam trabalho há mais de um mês e menos de um ano, o contingente caiu 9,9%, totalizando 3,38 milhões de pessoas.
Já o grupo que procura vaga entre um e dois anos recuou 9%, somando 718 mil brasileiros.
A única faixa sem recorde mínimo foi a de pessoas que estão procurando emprego há menos de um mês. Nesse grupo, o país registrou quase 1,4 milhão de pessoas, número 14,7% menor que o registrado no ano passado.
Segundo o levantamento, o Brasil encerrou o primeiro trimestre com 6,6 milhões de desocupados.
Desse total, 21,2% procuravam emprego há menos de um mês, 51,4% entre um mês e menos de um ano, 10,9% entre um e dois anos e 16,5% há dois anos ou mais.
Para o analista do IBGE William Kratochwill, os dados refletem um mercado de trabalho mais dinâmico, com pessoas conseguindo se recolocar em menos tempo.
Ele ressalta, no entanto, que a redução no tempo de procura não significa necessariamente melhora na qualidade das vagas ofertadas.
O pesquisador também destacou o avanço do trabalho por conta própria como um fator que contribui para a redução do desemprego prolongado.
Atualmente, o Brasil conta com 25,9 milhões de trabalhadores autônomos, o equivalente a 25,5% da população ocupada.
No fim de abril, o IBGE já havia divulgado que a taxa geral de desemprego no país ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, a menor da série histórica.
Fonte: Agência Brasil






