
O ministro Nunes Marques assume nesta terça-feira (12) a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em cerimônia marcada para as 19h, em Brasília. Ele substitui a ministra Cármen Lúcia, que encerra seu mandato de dois anos à frente da Corte Eleitoral.
A posse contará com a presença de autoridades dos Três Poderes, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A escolha da presidência do TSE segue o critério de antiguidade entre os ministros que integram o Supremo Tribunal Federal (STF). O vice-presidente do tribunal será o ministro André Mendonça.
Após a solenidade oficial, será realizado um coquetel restrito a convidados em uma casa de eventos em Brasília. O evento será custeado por uma associação de juízes federais, com ingresso no valor de R$ 800.
Entre os principais desafios da nova gestão está a aplicação das regras eleitorais relacionadas ao uso de inteligência artificial nas campanhas, tema considerado sensível para o processo eleitoral de 2026.
O TSE reforça que deverá atuar de forma rápida para conter a disseminação de conteúdos irregulares e garantir a integridade do processo eleitoral.
Natural de Teresina (PI), Nunes Marques tem 53 anos e foi indicado ao STF em 2020. Antes disso, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, juiz eleitoral e advogado por cerca de 15 anos.
O Tribunal Superior Eleitoral é composto por sete ministros, oriundos do STF, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e da advocacia, além de seus respectivos substitutos.
A posse marca o início de uma nova gestão no comando da Justiça Eleitoral brasileira em um ano de preparação para o próximo ciclo eleitoral.






