
As instituições financeiras de todo o país têm até esta terça-feira (12) para transferir ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) os valores esquecidos por correntistas em contas bancárias e classificados como “valores a devolver”.
A medida faz parte das ações do governo federal para reforçar o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias, conhecido como Novo Desenrola Brasil.
Segundo o Banco Central, o volume total de recursos não resgatados chegou a R$ 10,57 bilhões em março deste ano.
O prazo para a transferência foi estabelecido pela Portaria Normativa nº 1.243/2026, publicada em 5 de maio, que determinou o repasse eletrônico em até cinco dias úteis.
Do total a ser transferido, R$ 5 bilhões serão destinados à cobertura do risco de inadimplência das operações de crédito do programa.
A nova etapa, chamada informalmente de Desenrola 2.0, busca ampliar a renegociação de dívidas para brasileiros com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105 em 2026.
De acordo com o Banco Central, a maior parte dos recursos esquecidos pertence a pessoas físicas.
Dos R$ 10,57 bilhões disponíveis, R$ 8,13 bilhões estão vinculados a 45,33 milhões de pessoas físicas.
Outros R$ 2,43 bilhões pertencem a 5,04 milhões de pessoas jurídicas.
Entre as instituições financeiras, os bancos concentram a maior fatia dos recursos, com R$ 6,25 bilhões.
Na sequência aparecem administradoras de consórcios, com R$ 2,6 bilhões, e cooperativas financeiras, com R$ 975,3 milhões.
O Banco Central também informou que o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 14,55 bilhões aos correntistas desde sua criação.
Mesmo com a transferência dos valores ao fundo público, os titulares continuarão com direito ao resgate.
Após o repasse, o Ministério da Fazenda publicará um edital de chamamento no Diário Oficial da União com acesso individualizado ao sistema que permitirá consultar o valor transferido, a instituição financeira de origem, agência e conta vinculada.
A regulamentação prevê que 10% do total transferido ao FGO fique reservado justamente para atender futuras solicitações de devolução dos beneficiários.
A orientação segue sendo para que cidadãos consultem regularmente o Sistema de Valores a Receber do Banco Central para verificar a existência de recursos em seu nome.
Fonte: Agência Brasil






