
No dia 30 de abril, começou um novo capítulo no processo de pagamento das dívidas deixadas pelo Grupo Bauer a 2.410 pessoas e empresas após seu decreto de falência, ocorrido em 6 de março, por decisão da juíza Aline Mendes de Godoy, da Vara Regional de Falências e Recuperações Judiciais e Extrajudiciais da Comarca de Concórdia.
No edital inicial da lista de credores da Bauer Transportes e dos Postos Bauer, que eram as empresas que detinham todas as operações do grupo, publicado em 9 de janeiro de 2026, dois meses antes da falência, haviam 2.417 pessoas e empresas cobrando valores. Nessa época, o Grupo Bauer ainda tentava na Justiça a aprovação do seu plano de recuperação judicial, que foi rejeitada. No total, as dívidas chegavam a R$ 50,9 milhões.
Pela lei, as primeiras dívidas a serem pagas devem ser as trabalhistas. Em janeiro, haviam 1.412 trabalhadores cobrando R$ 9.091.904,86 do Grupo Bauer. Agora em maio, são 1.408 trabalhadores cobrando R$ 8.476.093,42 das empresas falidas, uma redução de R$ 615 mil nas dívidas trabalhistas do grupo.
Na sequência, vêm os quirografários, que são empresas de qualquer porte cuja dívida não tem qualquer garantia ou privilégio legal na ordem de pagamento por parte das empresas falidas. Em janeiro, esse grupo era formado por 330 credores, que cobravam R$ 21.871.382,08 do Grupo Bauer. Agora em maio, são R$ 29.640.037,49 dos mesmos 325 credores, um aumento de R$ 7,77 milhões nas dívidas quirografárias das empresas falidas.
Por último, chegam os credores que são microempresas ou empresas de pequeno porte. Nesse grupo, em janeiro, haviam 676 empresas cobrando R$ 9.537.424,54 do Grupo Bauer. Agora em maio, esse grupo é de 677 credores, que cobram R$ 9.664.397,23 das empresas falidas, um aumento de R$ 127 mil.
Dívidas de fora da falência
Somando todos os grupos da nova lista de credores apresentada pela Lindoso e Araújo Consultoria Empresarial, de Recife/PE, firma que administra a massa falida do Grupo Bauer, em 1º grau, o valor total da dívida a ser paga pelas empresas falidas passa a ser de R$ 47.780.528,14; uma diminuição de pouco mais de R$ 3 milhões. Entretanto, existem empresas que, na lista de janeiro, estavam na lista inicial de credores, e agora estão fora. É o caso da maioria das empresas que se enquadravam como extraconcursais, e envolvem instituições financeiras.
Dos R$ 10,38 milhões cobrados em janeiro pelas extraconcursais, apenas R$ 568 mil entraram na lista de maio, que são de cobrança do Itaú. SB Crédito, Transpocred e Valorem não estão na atual lista de credores, e a Valorem já recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina para incluir o R$ 1,92 milhão que cobrou inicialmente do Grupo Bauer. Havendo um novo entendimento na Justiça, o valor da causa ainda pode passar dos R$ 55 milhões. Até o dia 20 de maio, a lista de credores pode mudar, conforme questionamentos ou divergências de cada pessoa ou empresa envolvida.







