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Brasil bate recorde na produção de petróleo em meio à guerra no Irã e tensão global

País alcança 5,531 milhões de barris de óleo e gás por dia em março, segundo a ANP, em cenário de tensão global no mercado energético

Foto: Agência Brasil

O Brasil registrou em março um novo recorde histórico na produção de petróleo e gás natural, em um cenário marcado pela guerra no Irã e instabilidade no mercado internacional de energia.

De acordo com dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o país produziu 5,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), superando o recorde anterior de fevereiro, quando foram registrados 5,304 milhões de boe/d.

O aumento ocorre em meio ao impacto global do conflito no Oriente Médio, que tem afetado a oferta internacional de petróleo após ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã. A guerra provocou instabilidade logística em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial da commodity.

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Segundo a ANP, a produção exclusiva de petróleo em março foi de 4,247 milhões de barris por dia, alta de 4,6% em relação a fevereiro. Já a produção de gás natural chegou a 204,11 milhões de metros cúbicos diários, também em crescimento.

O pré-sal foi o principal responsável pelo resultado, respondendo por 79,9% de toda a produção nacional, com destaque para campos como Búzios e Mero, localizados na Bacia de Santos. A Petrobras, sozinha ou em consórcio, respondeu por mais de 88% da produção total do país.

O recorde também reflete a expansão de estruturas produtivas, como a plataforma Almirante Tamandaré, que se destacou na extração em Búzios. Além disso, a entrada em operação da plataforma P-79, no início de maio, deve reforçar ainda mais a produção nacional nos próximos meses.

No cenário internacional, a escalada do preço do petróleo tem sido uma consequência direta da redução da oferta global, com o barril do Brent chegando a ultrapassar US$ 110 em meio ao conflito. No Brasil, o governo tem adotado medidas para tentar conter os efeitos da alta dos combustíveis, como incentivos e ajustes tributários.

Com a produção em nível recorde e a instabilidade externa, o setor energético brasileiro entra em um momento de forte atenção econômica e estratégica.

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