sábado, maio 2, 2026
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Dois anos após tragédia histórica, reconstrução do Rio Grande do Sul soma R$ 1,5 bilhão

Maior desastre climático da história do estado mobilizou recursos federais, beneficiou milhares de famílias e mantém alerta para novo período de risco climático

Foto: Agência Brasil

Dois anos após as enchentes históricas que devastaram o Rio Grande do Sul, o processo de reconstrução segue em andamento com investimentos bilionários e acompanhamento direto das obras pelo governo federal.

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), já foram empenhados R$ 1,5 bilhão para auxiliar 274 municípios atingidos pelo desastre climático de 2024, considerado o maior já registrado na história do estado e um dos mais severos do Brasil.

Ao todo, foram aprovados 1.556 planos de trabalho para ações emergenciais e de reconstrução, incluindo assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de estruturas destruídas pelas enchentes.

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Além disso, 451 municípios tiveram situação de emergência reconhecida pelo governo federal.

Auxílio beneficiou mais de 430 mil famílias

Entre as principais ações adotadas após a tragédia está o Auxílio Reconstrução, programa que destinou R$ 2,2 bilhões a mais de 430 mil famílias gaúchas atingidas.

Cada núcleo familiar recebeu R$ 5,1 mil para auxiliar na recuperação de perdas causadas pela enchente.

Obras seguem em diversas cidades

As ações de reconstrução incluem a entrega de pontes, cabeceiras, recuperação de rodovias e implantação de novas unidades habitacionais.

Mais de 20 mil moradias foram aprovadas em 120 municípios afetados.

Em março deste ano, o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, esteve no estado para acompanhar obras e inaugurar estruturas reconstruídas em municípios como Estrela, Relvado, Santa Tereza e Canela.

Entre as entregas estão a reconstrução da Ponte Pênsil, em Santa Tereza, novas cabeceiras de ponte em Relvado e a recuperação de espaços públicos.

Novo alerta climático preocupa autoridades

Mesmo com os avanços na reconstrução, autoridades monitoram com preocupação a possibilidade de formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026.

De acordo com previsões meteorológicas, a probabilidade de formação do fenômeno supera 60% entre maio e julho e pode ultrapassar 90% no segundo semestre.

O fenômeno é um dos principais responsáveis pelo aumento das chuvas no Rio Grande do Sul, favorecendo tempestades intensas e inundações.

A tragédia de 2024, impulsionada pela fase final de um forte El Niño, reforça o alerta para a necessidade de prevenção, monitoramento climático e fortalecimento da infraestrutura diante de eventos extremos.

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