sexta-feira, abril 24, 2026
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Ginecologista é preso por estupro de vulnerável; número de vítimas chega a 23

Investigações apontam padrão de comportamento e abusos em consultórios desde 2017

Foto: Reproduçõ Redes Sociais

Um médico ginecologista foi preso preventivamente nesta sexta-feira (24), em Goiânia, suspeito de cometer estupro de vulnerável contra pacientes durante atendimentos clínicos. O número de denúncias contra ele subiu para 23, segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), envolvendo casos registrados desde 2017.

De acordo com as investigações, 10 vítimas são de Goiânia e outras 13 de Senador Canedo. Os relatos indicam que os crimes teriam ocorrido dentro de consultórios e clínicas onde o profissional atuava, durante consultas médicas.

A prisão preventiva foi cumprida após o avanço do inquérito policial. O médico foi encaminhado ao presídio de Senador Canedo, e a Polícia Civil informou que novas vítimas ainda podem procurar as delegacias para registrar ocorrência.

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Segundo a corporação, os primeiros registros surgiram em 2017, em Senador Canedo. Já em 2020, um novo caso foi denunciado na Delegacia da Mulher, em Goiânia. Em pelo menos uma das situações, o Ministério Público já formalizou denúncia à Justiça.

As investigações apontam que o suspeito seguia um padrão para se aproximar das vítimas. Inicialmente, ele buscava conquistar a confiança durante as consultas. Com o tempo, os atendimentos evoluíam para condutas consideradas abusivas.

Entre os relatos estão toques sem consentimento, realização de exames sem uso de luvas e comentários de cunho sexual. Algumas vítimas também relataram perguntas invasivas sobre a vida íntima e situações em que o médico questionava se estavam sentindo prazer durante o atendimento.

A delegada responsável pelo caso explicou que a tipificação como estupro de vulnerável se dá pelo contexto em que os crimes ocorreram. As pacientes estavam em posição de fragilidade física e psicológica durante os exames, além da relação de confiança e autoridade exercida pelo profissional.

Em um dos depoimentos, uma vítima relatou ter sido abusada mais de uma vez, inclusive durante consultas em que estava acompanhada, o que não impediu a repetição dos atos.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que o registro do médico foi suspenso por decisão judicial. O órgão destacou que investigações sobre conduta ética tramitam em sigilo.

Em nota, a defesa do investigado afirmou que há preocupação com um possível julgamento antecipado pela opinião pública. Segundo os advogados, a presunção de inocência deve ser respeitada até a conclusão do processo.

O caso segue em investigação.

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