
A ex-ginasta Laís Souza protagonizou um dos momentos mais emocionantes do Brazilian Engineering Awards na noite desta sexta-feira (17). Tetraplégica desde 2014, Laís subiu ao palco e ficou de pé pela primeira vez em público — com auxílio de sua equipe — para entregar uma homenagem à bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A cientista é a responsável pela descoberta de um tratamento inovador para a regeneração de lesões medulares por meio da polilaminina.
Um tributo à ciência e à vida
Durante a entrega do prêmio, promovido pela Vtex, Laís não conteve a emoção ao discursar sobre o impacto do trabalho de Tatiana. “Espero que lá na frente a gente consiga colher frutos de tudo que está acontecendo agora”, afirmou a ex-atleta com a voz embargada. A homenagem celebrou os avanços da pesquisa brasileira que já apresenta resultados práticos: dez pacientes foram selecionados para experimentos com a polilaminina e alguns já retomaram movimentos rotineiros.
A cientista Tatiana Sampaio, visivelmente comovida, acompanhou o discurso sob aplausos. Laís destacou que sua presença ali era um símbolo de gratidão em nome de milhares de brasileiros que aguardam por avanços na medicina regenerativa.
Esclarecimento sobre fake news
Aproveitando o espaço, Laís Souza fez um esclarecimento importante sobre seu estado de saúde. Ela negou boatos que circularam recentemente de que já teria passado pelo procedimento experimental. “Eu não tive a oportunidade de experimentar sua invenção ainda. Saiu muita fake news que eu já havia feito, mas eu estou aqui em pé mais pela esperança”, pontuou.
A ex-ginasta reforçou o desejo de, no futuro, retornar ao palco sem auxílio. “Que eu possa entrar neste palco num outro momento, me mexendo de verdade, andando de verdade, abraçando de verdade”, declarou.
Bastidores e superação técnica
Minutos antes da cerimônia, Laís compartilhou com seus seguidores no Instagram a tensão para o momento. Devido à lesão medular, a mudança brusca de postura pode causar quedas severas de pressão arterial. A ex-atleta revelou ter combinado um código com seu staff caso passasse mal, o que felizmente não ocorreu.
“Foi a primeira vez que apareço de pé em público. Minha equipe estava mais nervosa do que eu”, escreveu em suas redes sociais, agradecendo ao convite para participar do evento que uniu engenharia, ciência e superação humana.






