sexta-feira, abril 17, 2026
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Polícia esclarece homicídio de jovem em Chapecó

Investigação aponta ataque surpresa dentro de residência e motivação fútil; autor foi localizado após fuga e confronto com a polícia


A Polícia Civil de Santa Catarina investiga o homicídio de uma mulher de 24 anos ocorrido na madrugada do dia 15 de abril, em Chapecó. A vítima, identificada como Bianca dos Santos de Jesus, foi encontrada morta dentro de uma residência no Centro da cidade, com ferimentos no peito provocados por arma branca.

De acordo com a investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios, o crime aconteceu por volta da 1h30, dentro do quarto da vítima, onde ela foi surpreendida e teve pouca chance de defesa. O laudo pericial apontou duas perfurações profundas no tórax, que causaram intensa hemorragia interna e levaram à morte.

O autor, um homem de 27 anos natural de Salgado Filho, foi identificado ainda nas primeiras horas após o crime. Segundo a polícia, ele fugiu do local sem camisa em um veículo de cor bordô.

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Durante a fuga, o suspeito enviou áudios confessando o crime e indicando motivação fútil, alegando desentendimento após consumo de bebida alcoólica. Nas mensagens, ele afirmou que a vítima teria “lhe tirado pra nada” e “ter se achado”, além de declarar que “fez o que faria com qualquer um que lhe incomodasse naquela hora”. O investigado também disse que buscava meios para fugir e chegou a afirmar que “trocaria tiros” com a polícia caso fosse abordado.

Horas depois, o homem foi localizado na rodovia que passa pelo município de Galvão. Durante a abordagem, ele estava armado com um revólver calibre .38 e teria esboçado reação, sendo baleado pelos policiais. Mesmo ferido, foi socorrido e encaminhado para atendimento médico em Xanxerê.

No veículo utilizado na fuga, os agentes encontraram a arma de fogo e uma faca tipo canivete, possivelmente utilizada no crime. Após atendimento hospitalar, o suspeito foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante.

Em interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio. A Justiça já decretou a prisão preventiva do investigado.

Segundo a Polícia Civil, o caso é tratado como homicídio qualificado, com indícios de motivação fútil e execução que dificultou a defesa da vítima. Até o momento, não há elementos que caracterizem o crime como feminicídio.

As investigações indicam ainda que vítima e autor não se conheciam previamente e teriam se encontrado pouco antes do crime. O inquérito policial está em fase final e deve ser concluído nos próximos dias.

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