
Uma infestação de maruim tem alterado drasticamente a rotina de moradores de Ilhota, no Vale do Itajaí. O mosquito, cuja picada causa irritação intensa na pele e coceira, também pode transmitir a Febre do Oropouche, aumentando a preocupação da população.
A situação tem sido mais crítica na região do Braço do Baú, onde moradores relatam dificuldades para manter atividades simples do dia a dia. Casas permanecem fechadas durante grande parte do tempo, mesmo em dias de calor, como forma de evitar o contato com o inseto.
“Durante o dia, a gente está preso como prisioneiros dentro das nossas casas”, relata a moradora Patricia Zigoski Uchôa. Segundo ela, o incômodo é constante e impede até momentos de descanso.
Outra moradora, Jaqueline Fischer, afirma que a única alternativa tem sido o uso de roupas que cubram o corpo inteiro. “Tem que botar calça, casaco, luvas, nesse calorão. Os bichos avançam no rosto da gente”, disse.
De acordo com relatos da comunidade, pedidos por soluções já foram encaminhados às autoridades, mas até o momento não houve resposta considerada efetiva. A própria prefeitura reconhece a dificuldade no controle da infestação, destacando a ausência de um produto comprovadamente eficaz contra o maruim.
O problema não se limita apenas a Ilhota. Registros recentes indicam a presença do mosquito também no município vizinho de Luiz Alves, ampliando o alerta na região.
O caso reforça a preocupação com a saúde pública e a necessidade de medidas emergenciais para conter o avanço do inseto e reduzir os impactos na qualidade de vida da população.






