
O Governo de Santa Catarina reforçou, durante a campanha Março Lilás, a importância da vacinação contra o HPV e do diagnóstico precoce no combate ao câncer de colo do útero. A doença é o terceiro tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, desconsiderando tumores de pele não melanoma.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, são estimados cerca de 1.030 novos casos por ano no estado, sendo aproximadamente 70 apenas em Florianópolis, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer.
A rede pública de saúde conta com atendimento especializado em oncologia em 21 hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde, oferecendo desde consultas e exames até tratamentos como quimioterapia, radioterapia, cirurgias e imunoterapia.
HPV é principal fator de risco
O câncer de colo do útero está diretamente associado à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano. Embora o vírus seja comum, em alguns casos pode provocar lesões que evoluem para câncer.
Segundo o diretor-geral do Centro de Pesquisas Oncológicas, Alvin Laemmel, a vacinação é fundamental. “A vacinação contra o HPV representa um dos maiores avanços da saúde pública na prevenção desse tipo de câncer. Ao incentivarmos a imunização, estamos protegendo vidas”, afirmou.
Além do HPV, fatores como tabagismo, imunossupressão, múltiplos parceiros sexuais e a não utilização de preservativos aumentam o risco da doença.
Vacina gratuita e público-alvo
A vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos. O Ministério da Saúde também ampliou, até o primeiro semestre de 2026, o prazo para vacinação de jovens entre 15 e 19 anos que ainda não se imunizaram.
Pessoas com condições clínicas especiais, como pacientes oncológicos, transplantados e imunossuprimidos, também podem receber a vacina até os 45 anos.
A gerente técnica do CEPON, Mary Anne Taves, reforça a eficácia da imunização. “A vacina previne a infecção pelo HPV e reduz significativamente o risco de complicações e cânceres associados ao vírus”, destacou.
Diagnóstico precoce é essencial
Além da vacinação, o diagnóstico precoce é apontado como estratégia essencial para reduzir a mortalidade. O exame Papanicolau permite identificar alterações antes que evoluam para câncer.
Nos estágios iniciais, a doença pode não apresentar sintomas. Em fases mais avançadas, podem surgir sinais como sangramento vaginal anormal, corrimento com odor e dor pélvica.
O CEPON, unidade do Governo do Estado sob gestão da FAHECE, registrou 112 atendimentos de mulheres com câncer de colo do útero em 2025, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento regular.






