
Uma câmera de segurança registrou parada a cinco quadras de distância do local do acidente, a carreta que desceu desgovernada a Avenida Fernando Machado em Chapecó, Oeste Catarinense e atingiu 12 veículos no dia 30 de janeiro.
Na imagem, é possível observar o veículo estacionado na esquina da Avenida Fernando Machado com a Rua Amparo. Segundo o advogado de defesa, Luiz Felipe Bratz, no momento o motorista da carreta, Romário de Jesus de Camargo Ribas, de 31 anos, parou o caminhão e telefonou para o dono da carga com o objetivo de confirmar a localização da entrega. Após alguns segundos, lentamente o veículo começa a se mover. Ainda segundo a defesa, acontece um problema no sistema de freios do caminhão e ele segue a via desligado, sem controle por parte de Romário, o que impossibilita a entrada em vias de acesso à avenida, ou manobras diferentes.
RELEMBRE O CASO
Na ocasião, 20 pessoas ocupavam os veículos que foram atingidos, o que levou o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) a denunciar, no dia 26 de fevereiro, o motorista da carreta por 20 tentativas de homicídio com dolo eventual. Segundo a 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, o motorista assumiu o risco de produzir o resultado morte ao conduzir a carreta em “condições sabiamente letais”. Para cada uma das vítimas, o MPSC requer a reparação de danos morais no valor de R$100 mil, além do valor de R$971.370,00 para reparar os prejuízos materiais. Ele segue preso preventivamente. A defesa entrou com uma liminar no Supremo Tribunal do Júri (STJ) para que Romário responda o processo em liberdade, justificando que ele não é um risco para a sociedade.
A investigação foi concluída e a denúncia já foi apresentada. Agora, o processo entra na fase de defesa prévia, momento em que o advogado expõe os argumentos e requisitos da defesa. Na sequência, ocorre a audiência de instrução e julgamento. Após essa etapa, tanto o Ministério Público quanto a defesa terão prazo para apresentar as alegações finais. Somente então o juiz responsável decide se Romário será pronunciado — e levado a julgamento pelo Tribunal do Júri — ou impronunciado.
Natural de Bituruna, no Paraná, Romário tem o apoio de sua esposa, Patrícia, sua filha de 12 anos e da comunidade, que promovem ações para arrecadação de dinheiro com o objetivo de cobrir gastos com honorários advocatícios, fiança e custas judiciais.











