
A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira (13) que o corpo esquartejado encontrado em um rio na cidade de Major Gercino pertence à corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos. A vítima morava em Florianópolis e, segundo as investigações, foi assassinada dentro do próprio apartamento por um vizinho.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, o crime ocorreu entre os dias 4 e 5 de março. Após o assassinato, o corpo da vítima teria permanecido dentro do apartamento até a madrugada do dia 7, quando foi esquartejado e transportado até uma área rural de Major Gercino, onde partes foram descartadas em um rio.
O principal suspeito é Matheus Vinícius Silveira Leite, de 27 anos, vizinho da vítima. Ele e a companheira foram presos na quinta-feira (12) em Gravataí por agentes da Polícia Rodoviária Federal enquanto tentavam fugir. Segundo a investigação, o homem já era foragido da Justiça de São Paulo por outro latrocínio ocorrido em 2022.
A polícia aponta que o crime teve motivação patrimonial. Após o desaparecimento de Luciani, diversas compras foram realizadas utilizando o CPF da vítima em plataformas de comércio eletrônico, o que ajudou os investigadores a identificar os suspeitos.
Durante as diligências, um adolescente foi abordado ao retirar produtos comprados em nome da vítima. Ele indicou o endereço do suspeito e também o local onde o carro da corretora estava escondido. Na residência foram encontrados diversos itens ligados ao crime, incluindo uma serra elétrica supostamente usada para esquartejar o corpo.
A administradora do residencial onde Luciani morava também foi presa em flagrante por receptação, após ser identificada escondendo pertences da vítima em um apartamento desocupado.
A identificação do corpo foi realizada por meio de exame genético com material coletado de familiares. Buscas continuam sendo realizadas nos rios da região de Major Gercino para localizar outras partes do corpo.
A investigação segue em andamento para esclarecer completamente a dinâmica do crime e verificar possível participação de outros envolvidos.
Fonte: Jornal Razão











