quarta-feira, março 4, 2026
InícioSEGURANÇA PÚBLICAMPSC obtém prisão preventiva de médico denunciado por abusar de pelo menos...

MPSC obtém prisão preventiva de médico denunciado por abusar de pelo menos 10 pacientes mulheres

Recurso foi aceito por unanimidade na segunda instância; profissional é acusado de importunação sexual contra pelo menos 10 mulheres

Imagem ilustrativa – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por MPSC

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) obteve na segunda instância a prisão preventiva de um médico denunciado por abusar sexualmente de pelo menos 10 pacientes mulheres no município de Catanduvas, no Meio-Oeste catarinense. A decisão foi proferida por unanimidade após recurso interposto pela Promotoria de Justiça da comarca.

O profissional havia sido denunciado em novembro do ano passado por supostamente praticar importunação sexual contra as pacientes, valendo-se da relação de confiança estabelecida no ambiente clínico para satisfazer a própria lascívia. Na ocasião, o pedido de prisão preventiva foi negado pelo Judiciário em primeira instância, o que motivou o recurso do MPSC.

- Continua após o anúncio -

O parecer emitido pelo Procurador de Justiça em segundo grau acolheu os argumentos da Promotoria, destacando que a prisão é necessária para resguardar a ordem pública, diante da gravidade concreta dos fatos e da reprovabilidade da conduta, além de evitar eventual intimidação de vítimas e testemunhas e impedir a repetição dos crimes, seja em ambientes públicos ou privados.

O Promotor de Justiça responsável pela comarca afirmou que o órgão ministerial defendeu a prisão desde o início do caso. Segundo ele, a medida é fundamental para impedir a reiteração criminosa e assegurar que as vítimas possam relatar os fatos com tranquilidade, sem qualquer tipo de pressão ou constrangimento. Ele também ressaltou que o mero afastamento do exercício da profissão não seria suficiente para garantir a segurança das pacientes.

Denúncia aponta exames invasivos sem justificativa

Conforme a denúncia oferecida pelo MPSC, com base em investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina, o médico — que não é especialista em ginecologia — realizava supostos exames invasivos sem justificativa técnica, tocava partes íntimas das pacientes sem autorização, expunha seios sob pretextos clínicos infundados e fazia comentários de cunho sexual durante as consultas.

Ainda segundo a acusação, ele levava as vítimas a acreditar que os atos faziam parte de procedimentos médicos legítimos, quando, na realidade, simulava exames com o objetivo exclusivo de praticar atos libidinosos.

O crime atribuído ao denunciado é o de importunação sexual, previsto no Código Penal como a prática de ato libidinoso contra alguém, sem sua anuência, com a finalidade de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro.

O processo segue em tramitação, agora com o réu sob prisão preventiva determinada pela Justiça.

Publicidade

Notícias relacionadas

SIGA O CLICRDC

147,000SeguidoresCurtir
120,000SeguidoresSeguir
13,000InscritosInscreva-se