
Um eclipse lunar total acontecerá na madrugada de 3 de março de 2026, transformando a Lua em um tom avermelhado — o chamado fenômeno da “Lua de Sangue”. O evento astronômico será visível em várias partes do planeta, incluindo América do Norte, Ásia e Austrália, mas no Brasil só será possível observar as fases iniciais do eclipse antes do nascer do Sol, conforme estimativas de astrônomos e observatórios nacionais e internacionais.
O fenômeno ocorrerá quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Durante a fase de totalidade, a luz solar refratada pela atmosfera terrestre colore a Lua com nuances avermelhadas e laranjas — efeito que dá o apelido de “Lua de Sangue”.
Segundo dados da NASA e centros de pesquisa astronômica, o eclipse terá início com a fase penumbral nas primeiras horas da manhã e progredirá para o eclipse parcial, mas, no horário de Brasília, a Lua já estará muito baixa no horizonte ou já terá se posto quando o eclipse total for alcançado.
No Brasil, somente as fases iniciais poderão ser acompanhadas visualmente em algumas regiões do país, de forma muito baixa no céu, pouco antes do nascer do Sol. Especialistas explicam que a melhor alternativa para quem quer assistir ao fenômeno é acompanhar transmissões ao vivo com telescópios localizados em regiões onde a totalidade ocorrerá, como ilhas do Pacífico e partes do hemisfério oriental.
Apesar de boatos nas redes sociais sobre “apagões” ou impactos no planeta, astrônomos descartam qualquer efeito sobre a Terra ou na rede elétrica por conta do eclipse. O fenômeno é estritamente óptico e seguro para ser observado a olho nu, sem necessidade de equipamentos especiais, ao contrário de eclipses solares.
Este eclipse lunar total é um dos eventos astronômicos mais comentados do ano e será o último visível com totalidade para boa parte da população mundial até 2028, aumentando ainda mais o interesse entre observadores e entusiastas do céu.
Fonte: CNN Brasil







