
O Brasil atingiu, em 2025, o maior percentual de estudantes em tempo integral da história recente e alcançou a Meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. De acordo com o Censo Escolar, 25,8% das matrículas presenciais da rede pública da educação básica passaram a ser em tempo integral — um crescimento de 10,7 pontos percentuais desde 2021.
O levantamento aponta que o índice subiu de 15,1% para 25,8% no período. No ensino médio, o avanço também foi expressivo: passou de 16,7%, em 2022, para 26,8% em 2025. A meta do PNE previa, no mínimo, 25% dos alunos da rede pública em tempo integral.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o resultado reflete investimentos federais, especialmente por meio do programa Escola em Tempo Integral, criado em 2023. De acordo com o Ministério da Educação, foram aplicados R$ 4 bilhões para ampliar vagas, melhorar infraestrutura e garantir equidade no atendimento.
O Censo Escolar contabilizou 46 milhões de matrículas em 178,8 mil escolas de educação básica no país. Os dados foram apresentados em coletiva realizada em Manaus (AM), com a participação do presidente do Inep, Manuel Palacios.
Queda na distorção idade-série
Outro indicador relevante é a redução da distorção idade-série na rede pública. No ensino fundamental, o índice caiu de 15,6% em 2021 para 11,3% em 2025. Já no ensino médio, a queda foi de 27,9% para 17,6% no mesmo período.
No terceiro ano do ensino médio, a redução foi ainda mais significativa, passando de 27,2% para 14%. O programa Pé-de-Meia, voltado a estudantes do ensino médio inscritos no CadÚnico, já beneficiou mais de 5,6 milhões de jovens, com investimento de R$ 16,2 bilhões, incentivando a permanência e conclusão escolar.
Educação infantil e conectividade
A educação infantil também registrou avanço. O atendimento em creches para crianças de 0 a 3 anos chegou a 41,8%, aproximando-se da meta de 50% prevista no PNE. Em 2025, foram criadas 48,5 mil novas vagas em creches e pré-escolas com apoio federal.
Na infraestrutura, o percentual de escolas com acesso à internet subiu de 82,8% em 2021 para 94,5% em 2025. A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas ampliou o índice de escolas com conectividade adequada para fins pedagógicos de 45% para 70% entre 2023 e 2025.
Educação profissional e especial
A educação profissional e tecnológica atingiu 3,1 milhões de matrículas em cursos técnicos, o maior número já registrado. O percentual de estudantes do ensino médio público matriculados em cursos técnicos saltou de 11,5% em 2021 para 20,1% em 2025.
Já a educação especial contabilizou 2,5 milhões de matrículas, um aumento de 82% em relação a 2021. O país também alcançou 49,7% de estudantes de 4 a 17 anos com atendimento educacional especializado — o maior percentual da série histórica.
Os dados do Censo Escolar servem de base para formulação de políticas públicas, cálculo de indicadores como o Ideb e definição de repasses de recursos federais, como o Fundeb.







