quinta-feira, fevereiro 12, 2026
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Santa Catarina entra no radar de operação que apura elo entre organização criminosa chinesa e PCC

Força-tarefa com mais de 140 agentes mira esquema de venda ilegal de eletrônicos e ocultação patrimonial

Foto: Reprodução/ CNN

Uma força-tarefa formada pelo Ministério Público de São Paulo, Polícia Civil e Secretaria da Fazenda deflagrou, nesta quinta-feira (12), a Operação Dark Trader, com cumprimento de três mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em São Paulo e Santa Catarina. A investigação resultou no bloqueio judicial de mais de R$ 1 bilhão em patrimônio ligado ao esquema.

A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP) e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). Entre os bens sequestrados estão imóveis de alto valor, veículos de luxo, aplicações financeiras e dezenas de contas bancárias.

As investigações apontam para um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligado à venda ilegal de eletrônicos. Segundo o apurado, a organização movimentou mais de R$ 1 bilhão em cerca de sete meses, por meio de uma estrutura empresarial com atuação nacional.

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De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, as vendas eram realizadas por uma empresa principal e os pagamentos redirecionados para empresas de fachada. O grupo também utilizava emissão de notas fiscais frias e contas bancárias utilizadas para concentrar e depois pulverizar valores, dificultando o rastreamento dos recursos.

Ao todo, 32 pessoas são investigadas, sendo 18 físicas e 14 jurídicas. Além disso, 36 contas bancárias foram monitoradas e bloqueadas durante a operação.

A investigação aponta que o líder do grupo coordenava o envio de grandes valores para empresas fictícias, além da emissão de notas fiscais frias e redistribuição do dinheiro. Contadores ligados ao esquema teriam atuado para formalizar documentos e fragmentar valores, enquanto outros integrantes realizavam operações comerciais simuladas.

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