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Mãe é presa no Oeste de SC após tentar matar filha recém-nascida de seis dias

Avó interveio no momento do ataque e salvou a criança da tentativa de infanticídio; mãe foi presa em flagrante no hospital

Foto: Divulgação Polícia Civil

Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante na tarde da última quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, em Modelo, no Oeste de Santa Catarina, suspeita de tentar matar a própria filha, uma recém-nascida de apenas seis dias de vida. A prisão ocorreu no hospital do município, para onde mãe e bebê haviam sido levadas após a intervenção de familiares que impediram a consumação do crime.

De acordo com a Polícia Militar e a Polícia Civil, a mulher teria tentado asfixiar a criança dentro da residência da família, pressionando o corpo da bebê contra o próprio corpo. A avó da recém-nascida presenciou a cena, interveio imediatamente e acionou socorro. O Corpo de Bombeiros e profissionais da saúde prestaram atendimento, e a criança foi encaminhada ao hospital para avaliação médica.

Durante o atendimento, foram constatadas lesões na região abdominal da bebê, compatíveis com tentativa de sufocamento. A recém-nascida permaneceu em observação médica, enquanto a mãe foi detida no hospital e conduzida à Delegacia de Polícia Civil de Modelo para os procedimentos legais.

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As investigações iniciais apontam que a mulher apresentava sinais de instabilidade emocional nos dias que antecederam o fato. Conforme apurado pela Polícia Civil, ela possui histórico de transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia e transtorno bipolar, e não estaria fazendo uso regular da medicação prescrita. O quadro teria sido agravado pelo período puerperal, especialmente pelo parto realizado em casa, sem acompanhamento médico.

Diante da gravidade do caso e do risco à integridade da criança, a mulher foi autuada em flagrante por tentativa de infanticídio, conforme o artigo 123 do Código Penal. Encaminhada ao Presídio de Maravilha, ela passou por audiência de custódia, na qual a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, com substituição por internação compulsória em hospital psiquiátrico para acompanhamento especializado.

A Polícia Civil destacou que a rápida atuação integrada entre familiares, forças de segurança e equipes de saúde foi decisiva para salvar a vida da recém-nascida e reforçou a importância de denunciar situações de violência ou risco envolvendo crianças.

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