terça-feira, janeiro 20, 2026
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Dia do Fusca celebra veículo que atravessou gerações e virou símbolo de nostalgia

Modelo começou a ser fabricado no Brasil em 1959 e hoje é item de colecionador em todo o país

Foto: Divulgação

Celebrado em 20 de janeiro, o Dia Nacional do Fusca marca a trajetória de um dos veículos mais icônicos da história automobilística mundial. Mais do que um meio de transporte, o Fusca se tornou símbolo de simplicidade, resistência e memória afetiva, conquistando gerações desde o início de sua fabricação no Brasil, em 1959, pela Volkswagen.

Criado na Alemanha por Ferdinand Porsche, o modelo surgiu em um período marcado pela guerra, mas ganhou o mundo como um símbolo de paz e acessibilidade. No Brasil, sua produção nacional seguiu até 1986, quando foi substituído pelo Gol. Em 1993, a pedido do então presidente Itamar Franco, o Fusca voltou a ser fabricado como opção popular, permanecendo no mercado até 1996, quando teve sua produção encerrada definitivamente.

Com o passar do tempo, o que antes era um carro acessível se transformou em objeto de desejo entre colecionadores. Em Três Lagoas, por exemplo, um Fusca modelo 1972 é tratado como raridade. O proprietário optou por não conceder entrevista para evitar possíveis propostas de compra, o que reforça o valor histórico e sentimental atribuído ao veículo.

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Dados do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) indicam que o estado possui mais de 21 mil Fuscas cadastrados. Deste total, 941 estão registrados em Três Lagoas, demonstrando a força e a permanência do modelo na região.

Para o jornalista automotivo Paulo Cruz, o Fusca teve papel fundamental na popularização do automóvel no Brasil. Segundo ele, o modelo era considerado democrático, resistente e de manutenção simples, características que ajudaram a realizar o sonho do primeiro carro para milhares de famílias brasileiras.

Mesmo décadas após sair de linha, o Fusca segue circulando pelas ruas e despertando admiração. Clubes dedicados à preservação do modelo estão espalhados pelo Brasil e pelo mundo. Em Três Lagoas, a pecuarista Viviane Jussara Zacarias mantém um Fusca 1968 como parte da família e afirma que não pretende vendê-lo. Segundo ela, o carro chama atenção por onde passa e desperta o carinho tanto de crianças quanto de adultos.

O veículo que nasceu em tempos de guerra consolidou-se como símbolo de afeto, nostalgia e história. O Fusca segue vivo não apenas nas ruas, mas também no coração dos apaixonados por automóveis.

Fonte: RCN67

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