


O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (20), a Operação Entre Lobos II, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes contra idosos em situação de vulnerabilidade e de operar um esquema interestadual de lavagem de dinheiro. A ação é coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina, com apoio da Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo.
Ao todo, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de São Miguel do Oeste, Caibi, Chapecó, Lages, Itajaí e São José. Também foi determinado o bloqueio judicial de até R$ 9,6 milhões em contas bancárias dos investigados, além da apreensão de veículos de luxo. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.
Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares diversas da prisão, como o monitoramento eletrônico de quatro investigados, a suspensão do exercício de funções em empresas ligadas ao grupo e a proibição de solicitar ou receber valores por meio de alvarás judiciais relacionados às empresas de fachada utilizadas no esquema.
Entre os alvos da operação estão quatro advogados. O cumprimento dos mandados ocorreu na presença de representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conforme previsto em lei. As investigações apontam que os envolvidos utilizavam empresas de fachada para adquirir cessões de créditos judiciais em ações bancárias, induzindo idosos ao erro e se apropriando de valores de forma fraudulenta.
A Operação Entre Lobos II é um desdobramento da primeira fase da investigação, deflagrada em julho de 2025 em cinco estados brasileiros. Com o aprofundamento das apurações, foi identificada uma estrutura sofisticada voltada à perpetuação do esquema criminoso, incluindo manobras de lavagem de dinheiro e tentativa de obstrução da Justiça. Até o momento, estima-se que ao menos 280 idosos tenham sido vítimas do grupo.
Durante a operação, o GAECO contou com o apoio da Polícia Militar, da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Rodoviária Federal. Os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para análise pericial, a fim de identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar as investigações, que seguem sob sigilo.













