
O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), afirmou que aceitará o desafio de disputar a Presidência da República caso seja escolhido pelo partido para concorrer nas eleições de outubro. A declaração foi feita durante entrevista à BandNews FM e reforçada em evento no Palácio Iguaçu, em Curitiba.
Ao lado do prefeito da capital paranaense, Eduardo Pimentel (PSD), Ratinho Junior destacou que a decisão passa por um processo interno da legenda. Segundo ele, mais importante do que nomes é a construção de um projeto político capaz de liderar uma nova fase para o Brasil. O governador afirmou que, se seu nome for definido pelo partido, se sentirá honrado e preparado para assumir a candidatura.
Durante a entrevista, Ratinho Junior defendeu que a geração nascida nas décadas de 1970 e 1980 assuma maior protagonismo político no país. Para ele, é necessário “virar a página” da polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ambos da geração de 1950, e concentrar esforços em soluções práticas para os problemas da população e na modernização do Brasil.
O governador avaliou que tanto Lula quanto Bolsonaro tiveram seus méritos e falhas, mas que a continuidade da disputa entre os dois campos políticos não tem sido suficiente para enfrentar questões estruturais do país.
Questionado sobre a possibilidade de pulverização de votos no campo da centro-direita, Ratinho Junior afirmou ver o cenário de forma positiva. Ele acredita que a eleição não ficará restrita a poucos nomes e que a diversidade de candidaturas amplia as opções para o eleitorado, inclusive no campo da esquerda.
Ratinho Junior é considerado um dos principais nomes do PSD para a disputa presidencial, ao lado do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Pesquisas recentes colocam o governador do Paraná em terceiro lugar nas intenções de voto, atrás de Lula e do senador Flávio Bolsonaro.






