
O corpo da jovem Mauriceia Estraich, 22 anos, será sepultado nesta sexta-feira (23), em Descanso – no Oeste catarinense, quase 30 dias após morrer carbonizada em um incêndio que atingiu a casa dela. Desde o falecimento, o corpo estava no Instituto Médico Legal (IML) de São Miguel do Oeste, onde passou por exame cadavérico.
De acordo com informações do Portal Peperi, o velório esta previsto para ocorrer sexta-feira, a partir das 10h, no salão da Igreja Católica Apostólica Doutrina em Cristo. Já o sepultamento deve ser às 15h, no cemitério municipal.
Crime
No dia 28 de março, a jovem foi encontrada morta e carbonizada dentro da própria casa, no Loteamento Horizonte, em Descanso. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local a casa estava tomada pelas chamas. O corpo da jovem foi encontrado carbonizado, dentro imóvel que era de madeira. A Polícia Civil foi acionada para investigar o caso.
Segundo os bombeiros, foram utilizados cerca de 8 mil litros de água para realizar o rescaldo das chamas, que destruíram uma casa de aproximadamente 60 metros quadrados.
Investigação
A investigação, conduzida pela Polícia Civil, apurou que o irmão do companheiro de Mauricéia é suspeito de atear fogo na residência. A informação foi repassada através de uma coletiva de imprensa, no dia 31 de março, na sede da 13ª Delegacia Regional de São Miguel do Oeste. Segundo o delegado responsável pelo caso, Cleverson Muller, foram encontradas divergências em depoimentos dados pelo irmão do companheiro da jovem, que foi preso por falso testemunho ainda na noite de domingo.
De acordo com o delegado, os exames preliminares mostraram que o incêndio foi criminoso, mas não descartam nenhuma hipótese nem a participação de mais pessoas no caso. Cleverson, ressaltou que devido ao fato de prestar falso depoimento o cunhado de Mauricéia foi preso e está na Unidade Prisional Avançada de São Miguel do Oeste, e ele é o principal suspeito do crime.
Mauricéia morava em Descanso e trabalhava em uma empresa do ramo de confecções em São Miguel do Oeste. Familiares da jovem cobram por justiça e tentam entender o que aconteceu. O corpo da jovem ainda está no Instituto Geral de Perícias (IGP) e aguarda a chegada dos exames para então liberar o corpo à família.





