Zaga consistente, Jandrei herói e emoção até o último segundo: a classificação da Chape sobre o Defensa y Justicia

Verdão teve chances de matar o jogo no tempo normal, mas classificação foi decidida nos pênaltis, onde Jandrei pegou duas cobranças dos argentinos

Jogadores da Chapecoense comemoram classificação para a próxima fase da Sul-Americana (Sirli Freitas)


A noite de terça-feira (25) foi especial para os torcedores da Chapecoense. Em um jogo emocionante, o Verdão derrotou o Defensa y Justicia por 1 a 0 no tempo normal, com gol de Túlio de Melo, aos 21 minutos do primeiro tempo. Como o time argentino havia vencido o jogo de ida por 1 a 0, a decisão foi para os pênaltis.

A tensão tomou conta das 11.324 pessoas presentes nas arquibancadas. O Verdão converteu com Luiz Antônio, Wellington Paulista, Fabrício Bruno e Lourency, respectivamente. Foi aí que a estrela de Jandrei brilhou. Na mesma trave que Danilo defendeu quatro pênaltis contra o Independiente, na temporada passada, Jandrei saltou para agarrar as cobranças de Bareiro e González. 

Uma noite história na Arena Condá, onde o atual campeão da Sul-Americana garantiu a classificação às oitavas-de-final. O próximo adversário será definido somente no dia 09 de agosto. Flamengo e Palestino (CHI) se enfrentam pelo jogo da volta. No primeiro duelo, o time brasileiro venceu fora de casa por 5 a 2.

A quarta-feira (26) foi de folga para os jogadores que atuaram ontem à noite. Entretanto, o time reserva foi até o CT da Água Amarela, pela parte de manhã, enfrentar o Ypiranga de Erechim. O jogo-treino terminou empatado em 1 a 1. O gol da Chape foi marcado por Júlio César, em uma boa jogada de Cristian Penilla. 

Jandrei, o herói

Defender dois pênaltis em um momento decisivo não é tarefa fácil. O momento foi muito comemorado por Jandrei. Com um sorriso no rosto após a partida, o goleiro da Chape relembrou a tragédia da Colômbia, em especial o goleiro Danilo, um dos principais responsáveis pelo título da Sul-Americana 2016. “Consegui escrever parte do meu nome na história da Chapecoense. Sempre que estou ali penso em todos que se foram. Penso no Danilo, penso no Follmann, no Nivaldo, que fez história. É uma força a mais para que consiga ajudar. A Arena Condá tem uma mística, uma magia. É diferente”, afirmou Jandrei. 

O camisa 93 do Verdão, que na Sul-Americana utiliza a 24, também avaliou a sua contribuição técnica nas cobranças de pênalti e revelou que pouco estudou os batedores adversários. “Chegamos a estudar um pouco antes do jogo. Mas ficou acertado que a gente conversaria somente após o término do tempo normal de jogo sobre pênaltis, por que não estávamos pensando nisso. Achamos pouca coisa de pênaltis deles. E de quem a gente achou, ninguém bateu. Então ali foi mais percepção, de entender o momento”, finalizou Jandrei.