‘Talismã’ da Chape, Lourency revela pedido de Eutrópio: “Ir para cima”

Autor do segundo gol da Chape no Barradão, Lourency tem se tornado peça importante da equipe nos últimos jogos, entrando sempre no decorrer da partida

Lourency comemora o segundo gol da Chape no Barradão, após bela assistência de Arthur Caíke (Marcelo Malaquias/Estadão Conteúdo)


No dicionário, talismã significa “objeto que traz sorte àquele que acredita e o possui”. No mundo do futebol, dentro das quatro linhas, a palavra pode ser ligada àquele jogador que, quando entra em campo, deixa a sua marca de forma positiva, com gols e jogadas importantes. Esse é o caso de Lourency. Embora tenha feito apenas um gol na temporada 2017, o atacante tem entrado bem no decorrer da partida. Em sete jogos que participou, atuou apenas 170 minutos. Foram duas vitórias, dois empates e três derrotas. 

O histórico contribuiu para que Lourency seja lembrado como ‘talismã’ do Verdão. Em 2016, na 25ª rodada, o atacante entrou no segundo tempo e marcou o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, no Rio de Janeiro, garantindo estabilidade para Caio Júnior, na época, técnico da Chape. Já no último sábado (22), diante do Vitória, o atacante entrou no jogo aos 13 minutos da etapa complementar, na vaga de Seijas. Cinco minutos depois, em sua primeira finalização no jogo, bateu forte de perna direita, de fora de área, e decretou a vitória da Chape por 2 a 1 no Barradão. A assistência foi do ‘falso 9’ Arthur Caíke.

Ontem à noite, na chegada da delegação verde e branca no Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, Lourency conversou com a imprensa sobre o momento da Chapecoense no Brasileirão, o gol marcado diante do Vitória e o duelo desta terça-feira (25), contra o Defensa y Justicia, pela Sul-Americana. Ele ainda revelou a conversa que teve com o técnico Vinícius Eutrópio antes da substituição. Acompanhe os principais trechos:

Pedido de Eutrópio

Foi um gol importante. Ele (Eutrópio) me chamou antes de ter a cobrança do pênalti. Na hora eles bateram e fizeram. Ele me pediu para entrar, preencher bem o lado esquerdo do Vitória, por que eles estavam triangulando muito com o lateral que entrou e estava bem (Patrick). Me pediu para ir para cima. Quando tivesse oportunidade eu matar o jogo, por que era um jogo difícil, de muitas oportunidades, e a que eu tivesse eu teria que ser cirúrgico de fazer o gol.

Momento do gol

No momento que o Arthur Caíke fez o lançamento, meu pensamento era só o gol. Eu sabia que estava sozinho. Olhei para o goleiro, vi que ele não saiu, esperei ela quicar para mim bater e fui feliz na finalização.

Duas vitórias em três jogos

Dá um pouco de tranquilidade para o trabalho continuar. O Campeonato Brasileiro é difícil demais, por que é muita equipe grande, equilibradas, então não dá para a gente relaxar. Não dá para acomodar por que ganhamos do Vitória e do São Paulo. Temos que continuar na batida por que não dá tempo para isso. Terça-feira já temos mais um jogo contra o Defensa. Temos que ganhar, somos o atual campeão, não podemos sair na primeira fase. 

Defensa y Justicia

Vamos ter que propor o jogo, jogando em casa, pensando no resultado. Estamos tranquilos. Fizemos um bom jogo lá e infelizmente tomamos gol no final. Já conhecemos bem alguns jogadores que pode estar lá. Agora é focar naquilo que tem que fazer terça para poder passar de fase.

Talismã Lourency?

Falei na entrevista passada que tinha entrado contra o Fluminense (em 2016) e tinha marcado também. E ontem fui feliz de novo, abençoado, por ter feito gol. Acho que não sei se posso me classificar como talismã. Mas se for também está bom. O importante é ajudar. Entrar e fazer gol.