Polícia Civil e Militar elucidam homicídio de Marcelo Oliveria

Ação conjunta das Policias Civil e Militar foi fundamental para a prisão de um homem de 24 anos e apreensão de um adolescente de 16 anos, como os principais suspeitos do crime

Nesta quinta-feira (13), em coletiva de imprensa realizada no auditório da Delegacia Regional de Polícia Civil de Chapecó, as policias Civil e Militar apresentaram os principais suspeitos do homicídio de Marcelo Oliveira. Crime aconteceu na manhã desta quinta-feira (13). Segundo o Delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil e o Tenente Coronel Ricardo Alves Da Silva da Polícia Militar, a ação conjunta das policias foi fundamental para a finalização do crime.

Foto: Carlos Miguel Benedetti/ClicRDC

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A ação conjunta das policias Civil e Militar é uma resposta para a sociedade sobre os três crimes (homicídio doloso consumado, homicídio doloso tentado e homicídio culposo) que ocorreram esta manhã no Acesso Ernani Sander, no bairro Parque das Palmeiras, em Chapecó (SC). Segundo Vagner Papini, por volta das 7h30, a DIC tomou conhecimento através da Polícia Militar, sobre diversos disparos de arma de fogo. Seis disparos atingiram o condutor da motocicleta, que morreu no local, três disparos atingiram o caroneiro, inclusive um deles atingiu a coluna vertebral e ele corre risco de perder a mobilidade e um disparo atingiu uma mulher de forma acidental.

Após troca de informações entre a Polícia Civil e Militar e analise das imagens captadas pelos sistemas de vigilância de estabelecimentos próximos, foi possível identificar os dois principais suspeitos do crime. Uma nova informação dava conta que os suspeitos estavam na cidade de Caxambu do Sul (SC). Polícia Civil e Militar se deslocaram até a localidade onde os indivíduos se encontravam. Na frente de uma residência, os policiais avistaram uma motocicleta igual a que as câmeras de segurança flagraram no crime. Após abordagem policial, foram identificados um homem de 24 anos e um adolescente de 16 anos como os principais suspeitos do homicídio.

O menor contou sua versão e confirmou a autoria no crime. Segundo Papini, “ele foi convidado pelo seu irmão para se vingar de duas pessoas que estariam o ameaçando”. O adolescente usou um revólver calibre.38, já o irmão mais velho utilizou uma pistola.380 alto. O Delegado Papini conta que “após os disparos, o menor teria dispensado o revólver tendo em vista que uma munição teria prejudicado o tambor do revólver, sendo assim ele dispensou essa arma em via pública”.

Vagner Papini fala que os dois indivíduos foram apresentados ao Delegado de Polícia plantonista na Central Policial. O homem de 24 anos foi preso em flagrante e o adolescente de 16 anos foi apreendido. Após audiência de custódia, o inquérito policial será remetido a DIC, para que possam juntar os laudos periciais e finalizar a investigação.

As três vítimas dos disparos são residentes do Bairro Santo Antônio em Chapecó. Os dois homens possuem passagem de pequena relevância pela Polícia. A mulher alvejada de forma acidental, não possui passagens.

Papini destaca o trabalho conjunto das policias Civil e Militar, “na verdade foi um trabalho conjunto realizado desde o início pela Polícia Militar, que se fez presente e preservou local do crime, acionou o Instituto Geral de Perícias e acompanhou o início dos trabalhos periciais.” Para o Delegado, isso possibilitou a finalização e prisão dos investigados do crime.

Segundo o Delegado Papini, este homicídio, foi o 31º no ano em Chapecó. Com a elucidação deste caso, o município tem 100% no índice de resolução de crimes. “É um recorde histórico, hoje somos destaque em nível estadual e nacional” conta o Delegado Vagner Papini.

Foto: Carlos Miguel Benedetti/ClicRDC

O Tenente Coronel Ricardo Alves Da Silva da Polícia Militar destaca a preocupação de ambas as instituições para esclarecer os fatos. A todo o momento ele, e o Delegado Vagner Papini mantinham contato a fim de elucidar este crime. Para o Tenente Coronel, “No tínhamos um compromisso com a sociedade de prender esses elementos”. Ele ainda destaca todos os profissionais que auxiliaram nas diligências.

“Eu queria destacar os profissionais da Polícia Civil que trabalham na DIC, os nossos profissionais que trabalham no vídeo monitoramento, que fizeram uma leitura uma construção de informações, os nossos profissionais da inteligência, os policiais da cavalaria e os estabelecimentos próximo ao local, todos eles ajudaram muito a fazer todas as diligências para que conseguíssemos a precisão desses elementos” Fala o Tenente Coronel Ricardo Alves Da Silva.

Foto: Carlos Miguel Benedetti/ClicRDC