Morador denuncia possível envenenamento de animais em Chapecó

Dois cachorros e um gato apareceram mortos nesta quinta-feira no bairro Passo dos Fortes

Gilberto Moreno/Arquivo pessoal

Um morador do bairro Passo dos Fortes, em Chapecó, denunciou à reportagem do Clic RDC, o possível envenenamento de pelo menos três animais, sendo dois cachorros e um gato próximo ao Fórum, na rua Augusta Muller Bohner, nesta quinta-feira (6).

O empresário Gilberto Moreno, contou que próximo a casa onde ele mora há um terreno baldio, onde vários animais ficam no local. Entretanto, nas últimas horas, três deles apareceram mortos. “Aqui no terreno apareceu um gato se rastejando e agora está morto”, contou.

Moreno disse ainda que, nesta quinta, dois cães que estavam amarrados na residência vizinha, apareceram mortos. Ele acredita que os animais tenham sido envenenados. “Não sei o que acontece, mas os bichinhos estão morrendo e não sabemos quem está dando veneno”, denunciou.

Crime

O maus-tratos de animais é considerado crime, conforme a Lei nº 9.605 de 12 de Fevereiro de 1998 que dispõe de sanções penais e administrativas para situações características.

Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:

Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

  • 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
  • 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.

Segundo o coordenador da Vigilância Sanitária de Chapecó, Maikon Benetti, em casos de maior gravidade, como morte de animais, recomenda-se que a população entre em contato com a Polícia Militar Ambiental e, os de menor potencial, com o órgão municipal.

A exemplo das três mortes suspeitas, um processo investigativo deverá ser aberto pela polícia, segundo o Benetti. “Quando nós consideramos que o caso é mais grave, como esse de envenenamento e morte, a gente recomenda que seja aplicada a Lei Federal e deve ser entrado em contado com a Polícia Ambiental”, afirmou o coordenador.

Benetti explica que, a Vigilância Sanitária atua nestes casos, quando não caracteriza crime, como a falta de casinha, de comida, de atendimento veterinário, de água, o próprio órgão se responsabiliza pelos encaminhamentos. “Nós resolver e podemos iniciar o processo administrativo, caso seja passado as orientações e pessoa não cumpra com isso”.

O Clic RDC não conseguiu contato com os responsáveis sobre os procedimentos cabíveis, nestes casos, na Polícia Militar Ambiental de Chapecó.