"Uma em cada dez brasileiras terá câncer de mama” diz oncologista - ClicRDC | Notícias de Chapecó e do mundo

“Uma em cada dez brasileiras terá câncer de mama” diz oncologista

Este tipo de câncer é o mais recorrente em mulheres em quatro regiões brasileiras, entre elas a região Sul.

O Brasil segue em plena campanha do Outubro Rosa de prevenção e tratamento do câncer de mama e já se aproxima da próxima campanha nacional de saúde pública: o Novembro Azul, mês dedicado a prevenção e tratamento do câncer de próstata.

No site dedicado ao Outubro Rosa, o Ministério da Saúde estima que 59.700 casos de câncer de mama devem ser registrados entre 2018 e 2019. De acordo com ministério, o risco de prevalência da doença é de 56 casos a cada 100 mil habitantes. Este tipo de câncer é o mais recorrente em mulheres em quatro regiões brasileiras: Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Já na região Norte, apesar de não liderar as doenças mais comuns em mulheres, aparece em segundo lugar.

Convidado do Morning Show desta quinta-feira (18), o oncologista Fernando Maluf afirmou que “o câncer de mama é o mais comum no mundo entre mulheres, de cada 10 brasileiras, uma terá a doença. Entre os fatores de risco podemos citar 10% como sendo genéticos, nestes casos recomendamos ressonância, remoção das mamas ou remédios profiláticos, tudo aliado a acompanhamento médico frequente. Para as outras 90% [das pacientes] os fatores de risco são dietas inadequadas, obesidade e sedentarismo, o que são fatores de risco na maioria das doenças”.

Para ele, a prevenção ao câncer de mama é importante pois ajuda a detectar o câncer de mama em momentos que mulheres estejam se sentido bem e saudáveis. Além disso, Maluf reiterou a possibilidade da doença ocorrer em homens, embora em escala muito menor. “Nós temos, hoje, muito mais informação. Hoje desmistificamos o câncer de mama como sinal de morte. Em 90% dos casos há cura. Nosso maior problema, hoje, é o acesso [a prevenção e tratamento]”, pontuou.

Para Maluf, o SUS provoca muita frustração nos médicos e pacientes, ele afirma que a chance de morte de uma pessoa com menores condições financeiras é duas vezes maior do que em pessoas abastadas. “Para um país que tem recursos limitados é importante criar fóruns de governo com especialistas de medicina e economia, para estudarem os custos e investimentos, e melhorar as regras de diagnóstico e tratamento para salvarmos mais vidas mesmo com os recursos limitados” sugeriu.

O que há de novo no tratamento do câncer de mama

O oncologista é enfático ao dizer que “avançamos quilômetros na estrada de melhorias aos pacientes”, ele explica que é possível citar muitas melhorias no combate a doença em quatro etapas: “A primeira envolve processos de cura menos dolorosos e menos invasivos. Hoje temos cirurgias de pequeno porte, não operamos mais os gânglios das axilas completamente como se fazia antes. Com isso a recuperação é rápida e esteticamente a mama fica mais bonita”.

Além disso, ele aponta que a radioterapia também melhorou. O tratamento quimioterápico agora pode durar menos tempo, embora ainda seja invasivo. “Hoje temos testes que nos ajudam a dizer quem precisa de quimioterapia e radioterapia. Aprendemos que entre 70 e 80% das mulheres não precisam de quimioterapia nos pós-operatório. Agora o tratamento se adequa ao paciente e não o contrário”, concluiu.

Informações Jovem Pan