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Mamães de Chapecó são orientadas sobre Alimentação Complementar dos bebês

Informação, humanização no atendimento e amparo

Um grupo de 22 mães de bebês entre quatro a seis meses de vida participaram na tarde desta quinta-feira (18), no Centro de Saúde da Família do Bairro Seminário, de uma conversa com nutricionistas do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) sobre Alimentação Complementar. O Grupo de Puericultura que trata da Introdução Alimentar nos bebês é organizado em toda a Rede de Atenção Básica à Saúde de Chapecó para informar, orientar e amparar as recém-mães, muitas delas que frequentaram os Grupos de Gestantes nas Unidades. Esse tipo de atividade humaniza o atendimento no SUS e contribui para a qualidade de vida das famílias.

Dentre as dicas e orientações para as mamães estão:

  • Aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade;
  • Evitar alimentos industrializados e o açúcar até os dois anos de vida;
  • Após os seis meses, oferecer alimentos de todos os grupos nutricionais. Exemplo: carboidratos, leguminosas, carnes, ovos, frutas de todos os tipos, verduras e legumes;
  • Evitar chás e água quando a criança estiver em aleitamento materno exclusivo;
  • Oferecer sempre alimentos bem cozidos;
  • Atenção à higiene no manuseio e armazenamento dos alimentos;
  • Não liquidificar e peneirar as papinhas, apenas amassar, para estimular a mastigação da criança;
  • Respeitar o sinal de fome e a sensação de saciedade do bebê. Não insistir quando ele rejeitar a refeição;
  • Evitar o mel no primeiro ano de vida da criança;
  • Usar temperos naturais e evitar o sal até um ano de idade;
  • Oferecer a alimentação nos horários de refeição da família, sempre observando que a livre demanda é tão importante na fase da Alimentação Complementar, como no período de Aleitamento Materno Exclusivo.

 

As nutricionistas enfatizaram que o hábito alimentar é definido nos primeiros anos de vida, por isso é tão importante que a alimentação seja variada e balanceada, ou seja, uma alimentação bem colorida. Importante evitar misturar todos os alimentos, e sim, mantê-los separados no prato para que o bebê consiga distinguir a cor e o sabor de cada alimento.


(Foto: Prefeitura de Chapecó)


Essas informação são essenciais para as mães, pois até os seis meses de vida o organismo e o sistema digestivo dos bebês não estão totalmente formados, faltam ainda algumas enzimas. Não há nenhum benefício para a criança em receber a alimentação complementar antes dos seis meses de vida. Uma orientação às mães que precisam voltar ao trabalho após a licença maternidade de quatro meses é ordenhar o leite e mandar para a escola ou deixar com a pessoa que cuidará do bebê”, destacou Fabíula Grahl, nutricionista do NASF.

Uma alimentação adequada é importante, também, para prevenir doenças como obesidade e desnutrição. Além disso, refeições sem açúcares e industrializados auxiliam na dentição e saúde bucal das crianças. Também foi destacado durante a conversa que é muito importante fazer da alimentação um momento prazeroso e tranquilo, o que exige muita paciência dos pais.

A quantidade a ser oferecida por refeição no período de seis a nove meses é de dois quartos de uma xícara de chá; e dos nove aos 12 meses é de três quartos de uma xícara. Após os seis meses de vida podem ser ofertadas duas papas doces por dia (lanche com frutas) e duas papas salgadas (almoço e jantar). Quando a criança completar um ano, ela poderá acompanhar as refeições da família.

Sempre importante lembrar que até um ano de vida, mesmo com a Alimentação Complementar, o principal alimento da criança continua sendo o leite, materno ou fórmula. E o Ministério da Saúde orienta que a amamentação seja mantida até os dois anos de idade”, concluiu Fabíula.