Em relação à 2017, Chapecó tem 56% de aumento em focos da dengue - ClicRDC | Notícias de Chapecó e do mundo

Em relação à 2017, Chapecó tem 56% de aumento em focos da dengue

Em 2017 foram 601 focos, em 2018 já são 938

O Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) foi realizado em Chapecó, no início de novembro. Ele é realizado por orientação do Ministério da Saúde e as informações geradas e os levantamentos de índices de infestação devem ser utilizados como ferramenta para direcionamento e qualificação das ações de prevenção e controle do mosquito.
O índice fechou em 2,6, ou seja, 2,6% dos imóveis de Chapecó tem a presença do mosquito Aedes aegypti. Na classificação, índices menores de 1, são considerados satisfatório, de 1 à 3,9 são índices de alerta; e maiores de 3,9 são considerados índices de risco. No mesmo período do ano passado, na realização do LIRAa, o índice fechou em 2,1% e com relação ao número de focos, 2017 fechou com 601 focos, enquanto em 2018 já está em 938.
Em 10 meses de 2018, os focos do mosquito cresceram 56,07% em relação ao ano todo de 2017. A preocupação, da Secretaria de Saúde é que estamos no início do verão e nos próximos 05 meses, esse número tende só a aumentar. O LIRAa de 2018 apresentou que 38% dos focos estão localizados em lixos (garrafas, potes, lonas e outros materiais acondicionados a céu aberto, sem os devidos cuidados), além disso, cisternas e pneus aparecem em segundo lugar, com 18,8% cada. A região com maior número de focos é a Efapi, com 3,4% dos imóveis com focos.

Dicas importantes:

  • Cuidado especial no armazenamento e destinação do lixo, mantendo-o em recipiente fechado e disponibilizando-o para recolhimento pela Limpeza Urbana na frequência usual;
  • Jamais descarte o lixo ou qualquer outro material que possa acumular água no quintal de casa, no quintal de vizinhos, na rua ou em lotes vagos;
  • Mantenha a caixa d’água sempre limpa e totalmente tampada. Além disso, mantenha as calhas livres de entupimentos para evitar represamento de água;
  • Elimine os pratinhos de vasos de plantas; caso não seja possível mantenha-os limpos e escovados pelo menos três vezes ao dia;
  • Ao trocar os pneus, deixe os velhos na borracharia, para que o destino adequado seja dado a eles;
  • Mantenha limpos e escovados os bebedouros de animais domésticos; a água deve ser trocada diariamente; mantenha piscinas sempre em uso e devidamente tratadas;
  • Atenção especial ao sair de férias para que esses cuidados estejam garantidos na ausência do morador.
  • Receba os Agentes de Combate as Endemias e siga as orientações repassadas pela equipe.

Dados

Em Chapecó, em 2014 foram registrados 2.686 focos; 2015 foram registrados 846 focos do mosquito; em 2016 foram 514; em 2017 foram 601 e em 2018 são 938 focos encontrados, especialmente nos Pontos Estratégicos – PE, (borracharias, ferro-velho, cemitérios…). Quanto aos tipos de depósitos que apresentam focos do mosquito estão: 49% em lixos e sucatas, 16% cisternas, 14% em depósitos móveis (baldes, tonéis,…), 10% focos encontrados em pneus, 7% em piscinas, 2% em plantas e 1% em caixas de água. Em 2018 já foram recolhidos ou entregues no Ecoponto 38.678 pneus; foram realizadas 998 pulverizações; 80.733 pessoas foram abordadas em ações educativas; e 1.341 inspeções e vedações de depósitos elevados foram realizadas.

Números de casos registrados ou investigados

A situação epidemiológica de Chapecó teve em 2016, 3.127 casos investigados de dengue, com confirmação de 820 casos. Já em 2017 foram investigados 507 casos com um caso importado. Em 2018 foram investigados 170 casos, 163 foram negativados e 07 casos aguardando resultado.

Os casos de Zika registrados em 2016 foram 38 casos e 03 positivos. Em 2017, 03 casos foram investigados e tiveram resultados negativos. Em 2018, não foi registrado nenhum caso.

Os números de chikungunya são em 2016 foram investigados 166 casos, com confirmação de quatro casos. Em 2017, foram 15 casos investigados com 02 confirmações. Em 2018, 07 casos não confirmados foram registrados.

Lixo e Reciclagem

O destino correto do lixo é um dos fatores que contribuem para a diminuição dos focos. Separar o lixo é um dos primeiros passos para eliminar o mosquito. Os resíduos recicláveis são: garrafas pet, embalagens, papel e papelão, alumínio, sacolas plásticas, caixas de leite e vidros. Eles devem ser armazenados em local coberto e depositado nas lixeiras laranjadas espalhadas pelo município. Os resíduos orgânicos são: restos de frutas, verduras, legumes e alimentos, papéis higiênicos, fraldas, guardanapos, esponjas, materiais que se decompõem. Eles devem ser armazenados em local coberto e depositado nas lixeiras verdes espalhadas pelo município.

Ecoponto

O Ecoponto dos pneus está localizado na Rua Israel, 240, Bairro Presidente Médici. Atende nas segundas e quartas-feira, das 08 às 11h30 e das 13h30 às 17 horas. Já o Ecoponto, para recebimento de resíduos volumosos, está localizado na Secretaria de Serviços Urbanos e Infraestrutura, Rua Sete de Setembro, nº 2063-E, também no Presidente Médici, próximo à UPA 24horas, e funciona das das 7h às 13hs. Também existe um Ecoponto no Bairro Efapi, localizado em frente à Superintendência do Bairro, na Rua Garças, 226-D. O horário de atendimento é das 7h às 13h. No espaço estão dispostos quatro containers para receber:

  • Poda e capina (grama, galhos, poda, capina, roçada);
  • Eletroeletrônicos (computadores, notebook, celular, monitor, televisor, pilhas e baterias. Deverão estar inteiros);
  • Eletrodomésticos, metais e ferros (geladeira, fogão, máquina de lavar, micro-ondas, cadeiras de metal, estantes de metal, latas de tintas);
  • Móveis (sofá, guarda-roupas, mesa, cadeiras de madeira, colchão, tábuas. Os móveis devem estar desmontados).

Não são recebidas peças automotivas, materiais contaminados, estopas, lâmpadas, material hospitalar, pneus, entulhos e materiais de construção. Com relação aos móveis, devem ser desmontados antes do descarte, ao contrário dos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que devem estar inteiros.

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