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Em discurso, Aécio diz ser vítima de uma “armadilha”

O senador admitiu “erro” mas negou as acusações de corrupção passiva e obstrução de justiça.

Crédito: Renato Costa


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) se declarou indignado com a justiça em seu primeiro discurso na tarde desta terça-feira (4), quando voltou ao trabalho, após 48 dias afastado da função. O senador admitiu “erro” mas negou as acusações de corrupção passiva e obstrução de justiça.

“Não cometi crime algum, não aceitei recursos de origem ilícita, não prometi vantagens indevidas a quem quer que fosse e tampouco atuei para obstruir a justiça. Fui vítima de uma armadilha engendrada por um criminoso confesso cujas pena passariam de mais de 2 mil anos de cadeia”, declarou o senador.

Aécio discursou por cerca de 20 minutos. O senador também condenou a decisão do ministro Edson Fachin, de afastá-lo de suas funções parlamentares e afirmou ser vítima de uma “armadilha”.  “Volto com espírito autivo e absoluta serenidade à essa Casa. Meu retorno se dá pela estrita observância à lei, pelos direitos assegurados e pelo que determina a Constituição”, disse.

Relembre:

No dia 18 de maio, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo, Aécio foi afastado das atividades parlamentares. Para afastar o tucano, o magistrado se baseou na delação do empresário Joesley Batista, um dos donos da holding J&F, controladora do grupo JBS.