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Parabéns!!! Chapecoense comemora 46 anos

No dia 10 de maio de 1973 era fundada a Associação Chapecoense de Futebol

Foto: Chapecoense

No dia 10 de maio de 1973, o time mais querido do Brasil era fundado. A Associação Chapecoense de Futebol originou-se ao fato de que, na década de 1970, a região possuía apenas alguns times amadores, sendo inexpressiva em relação ao futebol profissional. Com o propósito de reverter essa situação, alguns desportistas da cidade decidiram reunir-se para criar um time de futebol profissional.

Nos primeiros encontros estavam Alvadir Pelisser, Heitor Pasqualotto e Altair Zanella, representantes do Clube Independente, Lotário Immich e Vicente Delai, representantes do Clube Atlético de Chapecó. A Chapecoense surgiu da união dos clubes Atlético Chapecó e Independente.

Em 1973, formou-se a primeira diretoria do Verdão, constituída pelos dirigentes, Presidente: Lotário Immich; Vice-Presidente: Gomercindo L. Putti; Secretário: Jair Antunes de Silva; 2º Secretário: Altair Zanela; Tesoureiro: Alvadir Pelisser; 2º Tesoureiro: Paulo Spagnolo; Diretor Esportivo: Vicente Delai; ainda com a participação de Jorge Ribeiro (Lili) e Moacir Fredo.

Os primeiros atletas

A primeira formação do time era composta por Odair Martinelli – Alemão (motorista da SAIC), Zeca (apelidado de “Calceteiro” por ser o responsável pela montagem das calçadas, funcionário da Prefeitura de Chapecó), Miguel (Cabo da PM/SC), Boca, Vilmar Grando, Caibi (Celso Ferronato), Pacassa (José Maria), Orlandinho, Tarzan, Ubirajara (PM/SC), Beiço, Airton, Agenor, Plínio (de Seara), Jair, Raul, Xaxim e Casquinha (funcionário do BESC). Todos sempre acompanhados por Nilson Ducatti e pelos dirigentes.


Foto: Chapecoense

O primeiro time profissional foi treinado por Gomercindo Luiz Putti (trazido a mando da cidade de Concórdia) e tendo como diretor de futebol Vicente Delai, a equipe era composta por Beiço, Schú, Zé Taglian, Bonassi, Pacasso, Minga, Casquinha, Albertinho, Caibí, Eneas e Zé.

O primeiro jogo profissional foi contra o São José de Porto Alegre, no campo do Colégio São Francisco. O resultado foi 1 a 0 para o Verdão. O segundo jogo foi realizado em Xaxim, contra o Novo Hamburgo. Ainda no ano de 1973 a Chapecoense foi a Florianópolis jogar contra o Avaí, o jogo terminou empatado em 2 x 2.

Ao todo são seis títulos no Campeonato Catarinense em 1977, 1996, 2007, 2011, 2016 e 2017. Em 2006 a equipe foi Campeã da Copa Santa Catarina. Em 2009, ao disputar a Copa do Brasil, a Chapecoense teve acesso a série D do Campeonato Brasileiro de Futebol. Com a classificação na Série D, ainda em 2009, obteve o acesso à Série C, competição que passou a disputar a partir de 2010.

O ano de 2012 marcou uma excelente temporada do Verdão. Classificado para a semifinal da Série C, a equipe conquistou o direito de disputar a Série B em 2013. Em 2014 aconteceu o maior feito do clube: o acesso para a elite do futebol brasileiro, justamente no ano de realização da Copa do Mundo no país. Com uma participação cujo principal objetivo era adquirir experiência e manter o clube na elite, a equipe chegou ao final de 2014 com seu objetivo alcançado.

O ano de 2016: o mais importante da história

No embalo das histórias escritas no ano anterior, 2016 iniciou de forma inspiradora. Após conquistar o turno do estadual de forma invicta, a Chapecoense chegou à final contra o Joinville. No jogo de ida, no norte do estado, o Verdão venceu por 1 a 0. No jogo de volta, na Arena Condá, sob chuva torrencial, a Chape saiu atrás no placar, mas buscou o empate e cravou a conquista da quinta estrela. O bom começo de ano era presságio da página mais marcante da história do Clube. Em agosto, o Verdão iniciou a caminhada na segunda participação na Sul-Americana. Na primeira rodada, passou pelo Cuiabá (MT). Pela frente, nas oitavas de final, ninguém mais, ninguém menos do que o “Rei de Copas”, a equipe do Independiente, da Argentina. No jogo de ida, um empate sem gols e na volta, na Arena Condá lotada, uma emocionante disputa nos pênaltis, que carimbou o passaporte do Verdão às quartas de final. O adversário da vez foi o Junior Barranquilla, da Colômbia. Na primeira partida, derrota alviverde pelo placar mínimo. No jogo de volta, chuva de gols: vitória por 3 a 0 e garantia nas semifinais. A duas partidas da grande final, o adversário foi o San Lorenzo. Na partida de ida, empate em 1 a 1 nos domínios da equipe argentina. No jogo de volta, atuações heroicas, defesas épicas e a vaga na final conquistada com toda a raça – e a dificuldade – que sempre identificou a Chapecoense. 


Foto: Arquivo/Chapecoense

Era impossível disfarçar a expectativa sobre a grande final. Clube, torcedores, a cidade de Chapecó e toda a região se mobilizavam para aquele que seria o momento ápice de toda a existência alviverde. Mais do que isso, a Chape, com seu eminente carisma, era o Brasil na Sul-Americana e levava consigo uma legião de torcedores, aficionados, simpatizantes e apaixonados. 

Na noite de 29 de novembro, no entanto, quando a delegação viajava à Colômbia para a primeira partida da grande final – que seria disputada contra o Atlético Nacional de Medellin – uma tragédia interrompeu o sonho. O avião que transportava o time, a comissão técnica, os dirigentes, jornalistas e convidados chocou-se contra um monte e caiu, vitimando 71 passageiros. 

Hoje a Chapecoense é um dos clubes mais queridos do Brasil. Pelo sexto ano consecutivo o clube joga a elite do futebol brasileiro. O Verdão busca cada vez mais espaço no cenário nacional, sul-americano e internacional.